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Economia

Contra o Brexit, lideranças econômicas pregam reforço da zona do euro

media Ministro francês da Economia, Emmanuel Macron, acha que agora é a hora de fazer mudanças que os britânicos bloqueavam. REUTERS/Gonzalo Fuentes

Nomes importantes da economia europeia pediram neste domingo (3) o reforço da zona do euro, em meio à instabilidade gerada pela saída do Reino Unido da União Europeia. Empresários e lideranças políticas e monetárias se reuniram durante três dias em Aix-en Provence, na França, para um colóquio econômico.

Eles consideraram que é "urgente" agir, e pediram a instauração de um orçamento comum da zona do euro e o aumento dos investimentos para estimular a retomada econômica nos 19 países que adotam a moeda única europeia. Para a maioria dos participantes, essa seria a resposta mais adequada ao Brexit, que gerou profundos questionamentos sobre o futuro do bloco europeu.

O Reino Unido jamais usou o euro, o que era um empecilho para o reforço do grupo de países, dentro da União Europeia. O comissário europeu de Economia, o francês Pierre Moscovici, avalia que é preciso haver “uma política econômica comum”. “Nós não podemos mais contornar a questão do orçamento da zona do euro”, defendeu. “O status quo não pode ser uma resposta ao Brexit”, declarou.

O ministro francês da Economia, Emmanuel Macron, compartilha essa visão. “Nós passamos meses sem ousar nos reunir em formato zona do euro, pensando que isso contrariaria os poloneses e os britânicos. Eles acabam de nos livrar deste pudor”, ironizou.

Alemanha defende mais coesão dos 27 países da UE

Ao contrário da França, porém, a Alemanha é mais reticente quanto a concentrar o foco das atenções na zona do euro. Berlim avalia que o grupo de 27 países deve ser reforçado, e não apenas os que adotam a moeda única.

“Em princípio, sou favorável a mais integração na Europa. Mas não é o momento dessa discussão. Face à demagogia e ao euroceticismo cada vez maior, a Europa simplesmente não pode continuar como antes”, ponderou o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, em uma entrevista publicada no jornal Welt am Sonntag neste domingo. Os dirigentes europeus combinaram de voltar a se reunir em 26 de setembro, em Bratislava, para debater os rumos do bloco.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Chrsitine Lagarde, participou do Rencontres Economiques de Aix-en-Provence e disse esperar que os europeus “deem a volta por cima” no problema do Brexit. Ela convidou o bloco a agir nas questões que eram barradas pelos britânicos. “Talvez seja a hora de fazer algumas coisas, agora que os britânicos não vão mais se sentar à mesa”, afirmou Lagarde.

O evento também contou com a presença de empresários de destaque, como os presidentes da Renault-Nissan, Caros Ghosn, e da petrolífera Total, Patrick Pouyanné.
 

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