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Economia

Por que as bolsas despencaram com a decisão pelo Brexit

media Dia foi de tensão nas bosas após resultado do plebiscito britânico. REUTERS/Russell Boyce

As bolsas de valores pelo mundo abriram em forte queda após o anúncio do resultado do plebiscito britânico, nesta sexta-feira (24), que decidiu pela retirada do país da União Europeia. Chamada por alguns especialistas de “Black Friday” (sexta-feira negra), a derrocada representa uma derrota da aposta feita pelos investidores nas últimas semanas.

O prognóstico do mercado era claro: os britânicos votariam por ficar no bloco. A decisão contrária trouxe ventos de pânico, com quedas em Frankfurt, Madri, Milão e Paris – o CAC 40 francês teve perdas de 10%.
A explicação para o movimento está no efeito bola de neve. Tudo começa pelos investidores influentes, que se sentem preocupados com as consequências econômicas do Brexit. Eles então vendem milhares de ações, temendo que elas percam seu valor.

Começa a corrida ladeira abaixo, pois passa a existir uma oferta excessiva de ações. Por outro lado, não há compradores. Os pequenos investidores, por sua vez, também esvaziam suas carteiras de ativos.
A onda de choque se generaliza por toda a Europa, mas também na Ásia, primeiro mercado a abrir e, portanto, a reagir, pela manhã. O bolsa de Tóquio fechou praticamente na mesma hora em que os resultados eram divulgados, com o índice Nikkei despencando 8%.

Na Europa, as ações dos bancos acabaram sendo as mais atingidas, com até 30% de queda para os britânicos. Entre os franceses, às 10h se verificavam perdas de 17% para BNP Paribas, 24,85% para Société Générale e 15% para Crédit Agricole e Natixis.

Injeção de euros

A libra teve sua pior queda no valor desde 1985: -10% em apenas seis horas. Os investidores venderam os ativos em libra e privilegiaram refúgios mais seguros, como o ouro e o yen japonês. Para enfrentar a derrocada, os bancos centrais tentam limitar o impacto nos mercados, anunciando injeções massivas de dezenas de milhares de euros e de yens.

O banco central inglês promete um depósito de 250 milhões de libras. O impacto será mensurável apenas dentro de alguns dias, segundo a Associação Bancária Internacional. O Banco Central Europeu, reunido nesta manhã, diz estar acompanhando os mercados financeiros de forma atenta, “pronto a fornecer liquidez suplementar, caso necessário”.

“Não se deve esperar consequências desproporcionais dos movimentos de início e fim da sessão da bolsa, que podem ser amplificados pela abertura dos Estados Unidos”, alerta Stéphane Boujnah, presidente da Euronext, que reúne as bolsas de Paris, Amsterdam, Bruxelas e Lisboa. “A Europa e a Zona Euro são estáveis em comparação a outras grandes zonas de investimento do mundo”, afirma Boujnah.

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