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Economia

Bayer quer comprar Monsanto por US$ 62 bilhões

media O presidente da Bayer, Werner Baumann Roberto Pfeil / AFP

A Bayer, empresa química e farmacêutica alemã, anunciou nesta segunda-feira (23) a oferta de US$ 62 bilhões para compra da Monsanto. A junção das duas companhias criará a maior empresa do mundo de antibióticos, pesticidas e sementes geneticamente modificadas, com uma receita anual estimada em US$ 67 bilhões de dólares.  

Sarah Bazin, em colaboração para RFI

A decisão de tornar público o desejo da compra veio depois que o mercado financeiro e investidores começaram a questionar se existiria um acordo potencial. As empresas já tinham dado, na semana passada, indícios de que a junção poderia acontecer.

“Nós temos um respeito histórico pela Monsanto e compartilhamos sua visão de criar um negócio integrado que, acreditamos, ser capaz de gerar um valor substancial para os acionistas das duas companhias”, disse Werner Baumann, o novo chefe executivo da Bayer, em um comunicado à imprensa. “Juntos poderemos unir as especialidades das duas empresas para construir uma companhia líder em capacidade de inovação que beneficiará fazendeiros, consumidores, trabalhadores e comunidades com as quais operamos”, completou.

Baumann chegou à frente da Bayer no fim de abril, e colocou em andamento a campanha de compra que, segundo jornais alemães, tinha sido descartada por seu antecessor, Marijn Dekkers. Para o jornal francês Le Monde, a compra da Monsanto poderia ser uma decisão impopular, já que a Bayer se tornaria a maior empresa de pesticidas e sementes geneticamente modificadas, e colocaria seu destino nas mãos de uma das empresas mais odiadas do planeta.

Ainda segundo o Le Monde, a fusão das duas empresas criará um oligopólio, que é visto com maus olhos pelos agricultores. Com a baixa nos preços do milho nos últimos anos, o poder de compra dos agricultores diminuiu e fez com que as empresas do setor agrário baixassem seus preços. A tentativa de compensar a perda da rentabilidade pode ser uma das razões para a junção das duas companhias. Só no primeiro trimestre desse ano a Monsanto perdeu 30% de seus lucros.

A Monsanto é conhecida por ser a única produtora do pesticida glifosato (também chamado de RoundUp), o mais vendido no mundo, principalmente no Brasil e Estados Unidos, e usado por agricultores por sua eficiência no combate às ervas daninhas e por reduzir o custo da produção agrícola.
No último domingo (21) a França teve um dia de manifestações contra a Monsanto, que reuniu quase 3 mil pessoas em Paris.

O pesticida glifosato pode estar com os dias contatos na Europa

A Comissão Europeia deveria ter votado na última quinta-feira (19) a renovação da homologação do produto, mas a data foi adiada. O glifosato vai perder a autorização de ser usado na Europa no final de junho. A Comissão Europeia ainda não divulgou uma nova data para a votação.

Em março de 2015 o Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer, da Organização Mundial da Saúde (OMS), concluiu que a substância é “provavelmente cancerígena para os humanos”. Porém, meses depois, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) divulgou novo estudo em que afirma que o risco de câncer é “improvável”.
 

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