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Economia

Greenpeace denuncia interesses corporativos em acordo EUA-EU

media Cópia do documento confidencial projetado pelo Greenpeace na fachada do Parlamento alemão. REUTERS/Fabrizio Bensch

O Greenpeace revelou nesta segunda-feira (2) documentos das negociações comerciais entre Estados Unidos e União Europeia, que podem complicar ainda mais um acordo acusado de colocar os interesses corporativos acima dos de saúde ou ambientais.

A ONG publicou em seu site 248 páginas de material confidencial sobre a Associação Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, em inglês), que se converteria no maior acordo planetário de livre comércio. "O tratado ameaça ter implicações a longo prazo para o meio ambiente e para a saúde dos 800 milhões de cidadãos da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos", ressaltou o Greenpeace ao apresentar os documentos em Berlim.

A Comissão Europeia não demorou a reagir, atribuindo as acusações a "mal-entendidos" e afirmando que a Europa "nunca rebaixará seu nível de ambição" em temas tão sensíveis. Mais tarde, os Estados Unidos denunciaram as interpretações "enganosas" sobre o tratado.

"As interpretações que são feitas desses documentos parecem ser, no melhor dos casos, enganosas, e no pior, totalmente erradas", declarou um porta-voz da representação americana de Comércio Exterior (USTR), em negociação com a Comissão Europeia.

Negociações encontram cada vez mais reservas de ambos os lados

Washington e Bruxelas pretendem alcançar um acordo neste ano, antes do fim do mandato do presidente Barack Obama, mas as negociações encontram cada vez mais reservas em ambos os lados do Atlântico.

Na Europa teme-se que o TTPI favoreça as grandes empresas, em detrimento das normas de proteção social, ambiental e de consumo. Nos Estados Unidos, o documento enfrenta uma crescente resistência protecionista.

O Greenpeace afirma que o texto prevê a supressão de normas europeias em áreas como as da alimentação ou a aprovação de produtos químicos perigosos, para facilitar o comércio bilateral.

"O TTIP é uma gigantesca transferência de poder dos cidadãos aos grandes negócios", afirmou a ONG, que projetou imagens dos documentos secretos na fachada do Parlamento alemão.

Segundo o Greenpeace, as páginas publicadas representam dois terços do projeto elaborado depois da última rodada de negociações, em abril, e cobrem uma grande quantidade de setores, da agricultura às telecomunicações, passando pela indústria automobilística.

Para jornal alemão, temores não são infundados

O jornal alemão Sueddeutsche Zeitung, que recebeu os documentos com antecedência, afirmou que seu conteúdo "mostra que os temores dos adversários (do TTIP) não são infundados" e que "a realidade das negociações é pior que a destes prognósticos sombrios".

O jornal de Munique indica que os Estados Unidos dizem estar dispostos a flexibilizar a importação de carros europeus para obter contrapartidas para exportar mais produtos agrícolas à Europa, que podem incluir organismos geneticamente modificados (OGM).

 

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