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Economia

Argentina avança em acordo para pagar dívida histórica atrasada

media Novo presidente argentino, Mauricio Macri, demonstra determinação em resolver impasse da dívida argentina. REUTERS/Jorge Adorno

A Argentina começou a fechar um acordo com o fundo NML Capital e outros credores para quitar os US$ 4,653 bilhões que o país deve e pôr fim ao processo bilionário em Nova York, por sua dívida que está em moratória desde 2001. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (29) pelo mediador judicial do caso.

Em um comunicado, o mediador declarou que a Argentina e os fundos especulativos fizeram "progressos", mas ainda não chegaram a um acerto para quitar processo. " As partes assinaram na noite passada um início de acordo, depois de três meses de intensas negociações sob a minha supervisão. Não se alcançou ou assinou um princípio de acordo ainda, mas foram feitos progressos", disse Daniel Pollack, acrescentando que as discussões entre as partes continuam intensas.

O mediador informou que a Argentina deve “saldar tudo o que é reclamado no distrito sul de Nova York e no mundo inteiro". "É um passo gigante para esse litígio de longa data, mas não é o passo final", acrescentou Pollack, indicando que agora o Congresso argentino deve derrogar as leis que impediam um acordo desse tipo.

Quando e se o acordo for finalizado, a Argentina poderá retornar aos mercados de capitais internacionais, dos quais esteve ausente nos últimos 14 anos. No dia 5 de fevereiro, o presidente argentino, Mauricio Macri, apresentou uma oferta para quitar US$ 6,5 bilhões (de um total de US$ 9 bilhões) de fundos "abutres" e outros credores e, assim finalizar o processo judicial da dívida em moratória.

Negociações delicadas

Dois dos seis principais fundos especulativos que obtiveram sentenças favoráveis na justiça de Nova York aceitaram as ofertas, de US$ 849,2 milhões e US$ 298,66 milhões. Já o NML Capital e o Aurelius, que em 2012 conseguiram uma sentença favorável para cobrar uma dívida que hoje ultrapassa US$ 1,75 bilhão, não haviam aceitado a proposta e continuam negociando o acordo iniciado hoje.

As negociações acontecem em uma corrida contra o tempo, já que o juiz federal americano Thomas Griesa convocou uma audiência para esta terça-feira (1°) para decidir sobre as ordens contra a Argentina. Na sexta-feira (26), o juiz divulgou uma nota na qual rejeita o pedido dos fundos especulativos para postergar a audiência.

Esses fundos compraram títulos podres da dívida argentina e vão, depois de tantos anos, ter lucros consideráveis. O mediador não especificou os valores oferecidos para a NML, uma soma que certamente ultrapassa centenas de milhões de dólares, por um investimento que, em 2008, foi de US$ 48 milhões, segundo as autoridades argentinas.

Com informações AFP e Reuters

 

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