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Taxista e outras profissões estão ameaçadas de extinção na era digital

Taxista e outras profissões estão ameaçadas de extinção na era digital
 
Protesto dos taxistas contra o aplicativo Uber nas ruas de Marselha, sul da França. REUTERS/Jean-Paul Pelissier

Nas últimas semanas, quase diariamente, taxistas franceses bloqueiam o acesso aos aeroportos de Paris para protestar contra a presença de motoristas que operam pelo aplicativo Uber ou outro semelhante. O surgimento do serviço paralelo inflama a categoria em diversos países, inclusive o Brasil. Mas os motoristas de táxi estão longe de ser os únicos afetados pelas novas tecnologias.

De tempos em tempos, novas listas de profissões ameaçadas de extinção pela emergência da internet e da robótica são divulgadas por especialistas das mais renomadas universidades. A diretora-adjunta do departamento de inovação e concorrência do Observatório Francês de Conjuntura Econômica (OFCE), Sarah Guillou, não vê o fenômeno com surpresa. “Vai demorar um pouco até que os motoristas desapareçam totalmente, mas é óbvio que há profissões que vão desaparecer. É algo que vemos na história econômica há muito tempo”, explica.

As primeiras vítimas são as tarefas repetitivas: operários nas indústrias e caixas de supermercados são os exemplos mais flagrantes. Depois, aparecem os trabalhos que são ou serão cada vez mais desempenhados por um computador, como o de tradutor, agente de viagens, operador de mercado financeiro (trader) e, em futuro nem tão distante, motoristas de transporte público e até pilotos de avião. Por fim, algumas profissões ditas intelectuais foram tão abaladas pelas mudanças dos hábitos após a internet que tendem a desaparecer, como repórter de jornal impresso – levando consigo os donos de bancas de jornais e entregadores desse produto obsoleto.

Adaptação é a palavra de ordem

Apesar dos avanços tecnológicos, o economista Robin Rivaton, membro do conselho científico do think tank Fondapol, em Paris, é cético sobre o fim das profissões – ele prefere falar em adaptação ao novo cenário. O especialista em competitividade e novas tecnologias lembra que 40% das tarefas poderiam ser automatizadas, mas só 5% são, de fato, substituíveis.

“Vamos usar essas novas ferramentas nas nossas profissões, de maneira a aumentar a produtividade e descobrir novas profissões. As necessidades humanas são infinitas e novos desejos a satisfazer surgem o tempo inteiro e, por causa disso, o mercado de trabalho vai se adaptar”, ressalta.

Especialistas no setor automotivo são taxativos: em no máximo 15 anos, haverá mais carros automáticos e sem motoristas do que veículos como os que circulam hoje. Mas para Rivaton, isso não significa o fim dos taxistas, pela simples razão que os seres humanos gostam de estar em contato uns com os outros.

“Todas as profissões ligadas aos transportes – incluindo a de agricultor, que é cada vez mais um trabalho de pilotar máquinas – são extremamente importantes para a geração de empregos”, destaca o economista. “Não é tão fácil substituir todos esses empregos por máquinas. Progressivamente, é possível que aconteça, mas não será logo. Acredito que vamos levar várias décadas até concluir essa mudança.”

Presença humana segue importante

Sarah Guillou segue pela mesma linha. A economista avalia que a participação humana pode até cair nos setores ameaçados pela internet, mas não deve acabar.

“A profissão de caixa diminuiu bem mais nos Estados Unidos, que é um país de ponta em automatização, do que na França. É um serviço que a sociedade americana gosta, assim como os americanos gostam do contato com o frentista, e na França tanto faz”, analisa a pesquisadora do OFCE. “Essas profissões poderiam perfeitamente ser substituídas por robôs, o que seria bem mais barato para os empresários - mas na maioria delas, pode haver uma margem não substituível.”

Quarta revolução industrial pode acabar com 5 milhões de empregos

O último Fórum Econômico Mundial alertou que a chamada “Quarta Revolução Industrial” pode cortar cinco milhões de empregos nas principais economias do mundo, nos próximos cinco anos. Rivaton destaca a importância de os profissionais permanecerem atualizados sobre os aplicativos e sites na sua área de atuação – e diz que a resistência aos avanços tecnológicos leva a lugar algum.

“As máquinas serão úteis para as partes repetitivas do trabalho de jornalista ou de trader, como a publicação de notas de agências de notícias ou a análise de tabelas de dados. Mas em toda a parte criativa, como inventar novos formatos de reportagens, preparar entrevistas ou visualizar a estratégia de investimentos, a mudança é muito menos certa”, diz Rivaton. “A parte cognitiva vai continuar sendo executada por um cérebro humano. Por isso, todo o valor agregado do trabalho permanece.”

O desafio também passa pela atualização dos cursos profissionalizantes e universitários, que com frequência formam profissionais pouco versáteis, que terão mais dificuldade para se adaptar à entrada de uma nova máquina ou aplicativo no mercado. “Eu acho que a maioria das universidades e centros de formação estão atrasados em relação ao que acontece na sociedade e o uso dos serviços pela internet. Hoje, as pessoas alugam e trocam sem passar pelos serviços tradicionais, mudanças que deixaram perdidos os professores de muitos cursos, inclusive de administração e comércio”, constata Guillou.

 


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