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Economia

Pânico toma conta das bolsas europeias após quedas em Nova York e na Ásia

media Trader alemão reage à queda das ações na bolsa de Frankfurt, em 24 de agosto de 2015. REUTERS/Ralph Orlowski

As bolsas europeias operam em queda livre na tarde nesta segunda-feira (24), na esteira das bolsas asiáticas, que registraram as piores perdas desde a crise financeira de 2007. A bolsa de Paris apagou os ganhos acumulados desde o início do ano, pressionada pelas preocupações persistentes sobre a economia chinesa e as perspectivas econômicas mundiais.

Às 15h45 (horário local), o índice francês CAC 40 perdia 8%, enquanto o Dax, na Alemanha, recuava 7%. Na abertura do pregão em Nova York, o índice Dow Jones recuou 4,75% e o Nasdaq 5,5%, ampliando o efeito de contágio nos mercados europeus. Em São Paulo, o índice Bovespa também chegou a cair 4,5%.

"O movimento hoje é de pânico. O mercado claramente capitulou", observa Vincent Juvyns, estrategista do JPMorgan AM. O analista considera, no entanto, que "as coisas devem se estabilizar". "O banco central chinês pode, por exemplo, abaixar as taxas de reservas mínimas imposta aos bancos e o Fed [banco central americano] pode aguardar a estabilização das moedas emergentes antes de elevar suas taxas de juros", disse Juvyns.

Bolsas asiáticas desabam

Apesar dos esforços do governo chinês para levar confiança aos mercados, a bolsa de valores de Xangai fechou hoje em queda de 8,5%, a pior baixa em oito anos. Em termos percentuais foi a maior queda em um dia desde a crise financeira de 2007.

A bolsa de Shenzhen, a segunda maior da China, perdeu 7,7%. No Japão, o índice Nikkei fechou em baixa de 4,61%. A bolsa de Sydney recuou 4,09%, atingindo o menor nível em dois anos.

A crise é provocada pela desaceleração da economia chinesa, que afetou a confiança de milhares de pequenos investidores. No fim de semana, o governo chinês autorizou o fundo de pensão nacional, que tem reservas de US$ 550 bilhões, a investir em ações. As autoridades pensaram que se o fundo comprasse títulos maciçamente, as ações voltariam a subir. Mas a medida, junto com outras adotadas nas últimas semanas, não teve o efeito desejado.

Desde junho, os títulos chineses perderam um terço do valor e se instalou um círculo vicioso. Os investidores vendem suas ações na esperança de limitar as perdas, mas o efeito acaba sendo inverso.

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