Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 17/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 17/10 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 17/10 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 17/10 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 17/10 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 17/10 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 16/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 16/10 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Economia

Para analista, crescimento dos países emergentes não deve se repetir tão cedo

media Os Brics estão perdendo força. REUTERS/BRICS Photohost/RIA Novosti

Os países chamados emergentes – Brasil, Rússia, Índia e África do Sul – estão sendo confrontados com com uma grande fuga de capitais: em 13 meses, eles viram ir embora mais de US$ 1 bilhão. O valor representa duas vezes mais que no período 2008-2009, no começo da crise. Para analistas, a fase de crescimento verificada entre 2003 e 2012 foi um ponto fora da curva.

Mesmo que uma parte desta fuga se deva à depreciação do euro em relação ao dólar – já que uma porção das reservas destes países é em euro –, o fato é que os investidores parecem perder o interesse nas economias emergentes. Mas por quê?

Em primeiro lugar, há expectativa de que o Banco Central dos Estados Unidos aumente sua taxa de juros, que até aqui foi mantida baixa para retomar o crescimento do país. Os investidores americanos estão, portanto, repatriando massivamente o seu capital para aproveitar esta alta.

Uma escolha difícil

Mas, segundo Thierry Apoteker, presidente do grupo de estudos financeiros TAC, há uma outra razão. Os investidores estão se dando conta que “a história dos países emergentes entre 2003 e 2012 foi excepcional, mas o ritmo de crescimento entre 4, 5 e 6% não se repetirá tão cedo”.

Trata-se de um círculo vicioso: por causa da fuga de capitais, as moedas dos países emergentes enfraquecem. O que causa ainda mais saída massiva de capitais e uma desestabilização das economias. Para Thierry Apoteker, não há solução milagrosa. É preciso tentar lutar de forma eficaz contra as saídas de capital.

“De maneira simples, é preciso aumentar de maneira massiva as taxas de juros, mesmo que isso mate o crescimento", diz o analista. A opção, segundo Apoteker, seria privilegiar o crescimento e aceitar que os capitais continuem a fugir, causando ainda depreciação do câmbio.

A moeda brasileira já perdeu cerca de 30% de seu valor em dois anos. O país se encontra em um impasse porque as taxas de juros já estão aumentando e são consideradas excessivamente altas.

 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.