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Economia

Brasil é exemplo de combate à desigualdade, diz relatório da OCDE

media Capa do estudo da OCDE, afirma que desigualdades aumentam em países ricos, mas caem na América Latina. publicado nesta quinta-feira. oecd.org

As desigualdades atingiram níveis recordes na maioria dos países que compõem a Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e são ainda mais flagrantes em economias emergentes, segundo um relatório da entidade publicado nesta quinta-feira (21), em Paris. Na contramão desta tendência, o Brasil é citado como exemplo de redução da desigualdade de renda.

"Nós atingimos um nível crítico. As desigualdades nos países da OCDE nunca foram tão elevadas desde que começamos a pesquisa", alertou o secretário-geral da organização, Ángel Gurría, durante a apresentação do relatório In It Together – Why Less Inequality Benefits All (Nisso juntos – Por que menos desigualdade beneficia a todos, em tradução livre).

Atualmente, nos 34 países que compõem a OCDE, 10% da população mais rica têm uma renda 9,6 vezes superior aos 10% mais pobres. Nos anos 80, essa diferença era de 7,1 vezes, e nos anos 2000, de 9,1 vezes.

De acordo com o documento revelado hoje, as desigualdades são ainda mais flagrantes em termos de patrimônio. "Ao não combater o problema das desigualdades, os governos enfraquecem o tecido social em seus países e, a longo prazo, comprometem o crescimento econômico", acrescentou Ángel Gurría.

Especialistas afirmam que o aumento das desigualdades entre 1985 e 2005, em 19 países da OCDE analisados, prejudicou o crescimento econômico em 4,7 pontos percentuais entre os anos de 1990 e 2010.

Recomendações

Para reduzir as desigualdades e estimular o crescimento, a OCDE recomenda aos governos a promoção de igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, ampliar a oferta de empregos mais estáveis, e estimular os investimentos em educação e na formação contínua ao longo da vida.

Entre 1995 e 2013, mais da metade dos empregos criados nos países da OCDE foram de meio período, com contratos temporários ou terceirizados, com profissionais independentes. Mais da metade dos empregos temporários foram ocupados por trabalhadores com menos de 30 anos.

A probabilidade das mulheres ocuparem um emprego remunerado é 16% menor do que os homens e os salários delas são 15% menores. Entre os países que integram a OCDE, as desigualdades são mais flagrantes no Chile, México, Turquia e Estados Unidos, e menos intensas na Dinamarca, Eslovênia, Eslováquia e Noruega.

Outro meio eficiente para reparar os desequilíbrios, segundo o documento, é promover uma melhor redistribuição através dos impostos. As políticas públicas devem garantir que os mais ricos e também as empresas multinacionais paguem a maior parte dos encargos fiscais, destaca o relatório.

Brasil é elogiado

O estudo também analisou as principais economias emergentes do planeta e constatou que o nível de desigualdade nesses países normalmente fica bem acima da média dos países da OCDE. Os analistas usam o coeficiente Gini, que vai de 0 a 1, sendo que o número maior indica mais desigualdade. No caso dos países da OCDE, a média é de 0,32, enquanto do Brasil é de 0,55 e o da África do Sul chega a 0,7.

O documento esclarece que nem sempre os dados e indicadores podem ser comparáveis, mas a OCDE garante que há muitas evidências de redução da desigualdade observada desde o final da década de 90 em muitos países latino-americanos, particularmente o Brasil, e sinais de uma interrupção no aumento das desigualdades na Rússia e na China a partir de meados dos anos 2000.

O Bolsa Família no Brasil, o Prospera no México e o Jefes y Jefas de Hogar Desocupados na Argentina, são citados no relatório como exemplos de abordagem para diminuir a desigualdade de renda através de programas sociais e de emprego criados para alvos bem específicos.
 

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