Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 22/09 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 22/09 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 22/09 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 22/09 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 21/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 21/09 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Economia

Países árabes acusam não-membros da Opep por queda do preço do petróleo

media Preço da gasolina nos Estados Unidos caiu para menos de US$ 1,90, pela primeira vez em anos. REUTERS/Rick Wilking

As monarquias do Golfo produtoras de petróleo acusaram neste domingo (21) os países que não fazem parte da Opep (Organização dos Produtores e Exportadores de Petróleo) de terem provocado a queda vertiginosa dos preços do barril, devido ao excesso de produção. Os dirigentes afirmam estar “confiantes” na recuperação dos preços, levando as bolsas do Golfo a operarem em alta.

Desde junho, o valor do barril caiu cerca de 50%, devido à abundância da oferta, o dólar forte e a fraca demanda internacional, em um contexto econômico ainda fragilizado pela crise. “Uma das principais razões é a produção irresponsável de alguns produtores de fora da organização, dos quais alguns são novos no mercado”, acusou o ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Al-Mazruei.

Ele disse que os países produtores terão de aguentar um “grande fardo econômico” devido à despencada dos preços do petróleo, mas defendeu a decisão da Opep de não interferir no teto da produção do óleo para forçar a subida do valor pago pelo barril de Brent.

Queda ajuda a promover crescimento, diz ministro

O ministro do petróleo da Arábia Saudita também concorda com escolha da organização de manter a produção estável, dizendo que as cotações atuais ajudariam a impulsionar o crescimento econômico e a demanda global pela commodity. Ali al-Nuaimi atribuiu a queda dos preços à ação de especuladores e ao que chamou de “falta de cooperação dos principais produtores de fora da Opep”.Ele voltou a sinalizar que o maior exportador de petróleo do mundo não iria alterar os níveis de produção, visando permitir que o mercado se estabilize por conta própria.

"Estou confiante de que o mercado de petróleo vai melhorar", disse ele. Questionado sobre as possibilidades de cooperação entre os membros da Opep, que incluem produtores de custo mais baixo do mundo, e os outros países, Nuaimi respondeu: "A melhor coisa para todo mundo é deixar que os produtores mais eficientes produzam".

Complô “não tem fundamento”

O ministro saudita também rejeitou a tese de um “complô” para baixar os preços por razões políticas, e destacou que a política petrolífera de seu país “é baseada em princípios puramente econômicos”. “Isso não tem fundamento”, afirmou. A teoria do complô é evocada pela Rússia e o Irã, cujas economias têm uma forte dependência das receitas do petróleo. Teerã é membro da Opep.

Na sexta-feira, os preços tiveram uma alta marcante de US$ 2,41, um dia depois da queda histórica de quinta-feira, quando o valor pelo barril fechou em US$ 54,11. Neste domingo, dia de abertura das bolsas no Golfo, a tendência de alta permaneceu. A bolsa de Dubai fechou em alta de 9,88% e de Abu Dabi subiu 3,47%.
 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.