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Aposentadoria de ‘baby boomers’ vai abrir milhares de empregos na França

Aposentadoria de ‘baby boomers’ vai abrir milhares de empregos na França
 
Número de pessoas que chegam à terceira idade com boa saúde é cada vez maior. saintremyenrollat.com

Chegou a hora de a chamada “geração baby boom” descansar. Nos próximos anos, até 4,9 milhões de trabalhadores que nasceram na época do pós-guerra vão se aposentar na França. A partida em massa rumo à aposentadoria vai gerar a criação de 800 mil empregos diretos e indiretos por ano até 2022 – nada mal para um país que sofre para melhorar os altos índices de desemprego, de 10,5% da população ativa.

As perspectivas são do Centro de Informação e Documentação para a Juventude, que elaborou um guia dos setores que vão contratar nos próximos anos, apesar da crise. A maior parte das vagas será liberada através da substituição dos futuros aposentados nas empresas, em especial em áreas de alta qualificação, como tecnologia, informática e engenharia. Mas cerca de 180 mil novos postos serão abertos graças ao aumento do número de aposentados na França, principalmente nos setores de saúde e bem-estar, como empregos para enfermeiras e acompanhantes de idosos.

Esse mercado foi batizado de silver economy ("economia prateada"), em homenagem aos cabelos grisalhos da terceira idade. “Um em cada três franceses terá mais de 65 anos em 2020, o que representa cerca de 20 milhões de indivíduos. Essas pessoas têm um monte de necessidades, seja em saúde, comunicação, vida social, em casa - onde elas precisam evitar alguns riscos - ou na mobilidade - para poderem fazer compras e viagens”, afirma Benjamin Zimmer, diretor da Silver Valley, em Paris. “Isso representa uma quantidade enorme de novos empregos diretos nessas áreas, assim como na concepção de novas ferramentas e serviços.”

Um estudo do Ministério do Trabalho francês aponta que, em uma estimativa considerada “realista”, a criação de empregos graças à aposentadoria dos “baby boomers” vai contribuir para um crescimento econômico de 1,5% em 2022 e possibilitar a diminuição do desemprego para 8%. A perspectiva só não é mais otimista porque as aposentadorias em massa também vão gerar uma explosão dos gastos da Previdência Social, uma situação para a qual a França começou a se preparar com a reforma das regras do setor, em 2010.

Consumidores com mais de 50 anos são os que mais gastam

Alain Bosetti, presidente do Salão da Silver Economy, observa que esse desafio é mundial – somente o sudeste da Ásia e a África não precisam se adaptar ao crescimento do número de idosos na sociedade.

“A silver economy é subestimada pelos jovens empreendedores e pelos especialistas de marketing de grandes empresas. Tudo é focado para os consumidores com menos de 50 anos. Mas é entre os 50 e os 60 anos que o ser humano tem o maior poder aquisitivo da vida dele”, explica. “A cada 100 euros gastos na França, 54 são gastos por uma pessoa com mais de 50 anos. Eles são os que mais consomem.”

Nesse cenário, não apenas o turismo, o lazer e a melhoria da mobilidade registram uma maior demanda. Há oportunidades nas mais diversas áreas, como alimentação, vestuário ou design.

“A quantidade de alimentos que não precisarão ser mastigados vai aumentar. No Japão, que é um país extremamente desenvolvido nesse setor, as roupas para idosos têm mangas e golas mais largas, para que uma pessoa sozinha e debilitada consiga se vestir”, revela Bosetti. “E o design precisa criar embalagens adaptadas para as pessoas dependentes ou frágeis.”

Tecnologia e inovação

O tempo em que os mais velhos não sabiam mexer em smartphones e tablets também está cada vez mais no passado. Por isso, o espaço para a inovação tecnológica está aberto.

“Os jovens geeks, viciados em tecnologia, têm um grande mercado diante dos olhos. A maior dificuldade é que eles ainda não conhecem bem os hábitos e as necessidades dos idosos”, destaca Benjamin Zimmer. “Eles precisam ir a campo, conversar com os aposentados e entender o que eles precisam, para depois fazer a ligação entre a tecnologia e esse público.”

Na França, os departamentos que mais terão aumento do número de aposentados são Limousin e Auvergne. Ile de France, onde fica a capital, Paris, será a menos atingida pelo fenômeno.

 


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