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Economia

UE vai proibir três inseticidas prejudiciais às abelhas

media Claude Bartolone (esq.), porta-voz da Assembléia Nacional francesa, recebe colônia de abelhas que foi instalada no teto do local, num ato simbólico contra os pesticidas utilizados na apicultura, no dia 25 de abril. REUTERS/Jacky Naegelen

Três inseticidas mortais para as abelhas estarão proibidos na União Europeia (UE) durante dois anos a partir de dezembro, anunciou nesta segunda-feira a Comissão Europeia após uma votação que demonstrou as fortes pressões da indústria e dos "lobbies" agrícolas.

No total, 15 países, inclusive França e Alemanha, votaram a favor da proposta de proibição apresentada pela Comissão Europeia. Oito países, entre eles Reino Unido, Itália e Hungria, votaram contra, e quatro, entre eles a Irlanda, se abstiveram. Apesar de apertada, a votação de 187 países a favor da proposta, 125 contrários e 33 abstenções foi suficiente para aprovar o texto.

Nas próximas semanas, a decisão de suspensão por dois anos de três neonicotinoides - clotianidina, imidacloprid e tiametoxam -, presentes em pesticidas fabricados para quatro tipos de cultivos: milho, colza, girassol e algodão. A medida será válida apenas para alguns cultivos e durante certos períodos do ano, nos quais as abelhas estão em atividade.

"As abelhas são vitais para nosso ecossistema e é preciso protegê-las, sobretudo porque fornecem uma contribuição anual de 22 bilhões de euros à agricultura europeia", declarou o comissário europeu encarregado do texto, Tonio Borg. Para que o projeto fosse aprovado, ele teve de adaptar a versão original, adiando a aplicação de 1º de julho para 1º de dezembro e aceitando prolongar os testes científicos sobre o tema. A Comissão Europeia rejeitou, entretanto, a proposta húngara de autorizar decisões nacionais a respeito destes produtos.

As organizações de defesa do meio ambiente parabenizaram a decisão. A Avaaz declarou que a aprovação do texto “responde a uma campanha apoiada por 2,6 milhões de pessoas”, enquanto a Greenpeace se contentou com o fato de “os países opostos a essa proibição terem fracassado”. Para apresentar sua proposta, a Comissão Europeia se baseou em um relatório negativo da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA).

Já os grandes produtores agrícolas e as multinacionais químicas e agroalimentícias lamentaram e tentaram bloquear a decisão. “A comissão deveria voltar à mesa de negociaçoes ao invés de forçar uma proibição”, afirmou o grupo Syngenta, uma das fabricantes dos pesticidas, segundo a qual o produto não prejudica a saúde das abelhas. “É um retrocesso para a tecnologia e a inovação”, destacou a alemã Bayer, por comunicado.
 

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