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Economia

BCE rejeita imprimir moeda para solucionar crise da dívida na Europa

media O presidente do BCE, Mario Draghi, nesta terça-feira na Comissão de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu. Reuters

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, declarou hoje que a instituição não vai imprimir moeda para resolver a crise das dívidas na zona do euro. "O BCE não pode se comprometer com o financiamento monetário e não pode desempenhar o papel dos governos da zona do euro. Seria muito fácil imaginar que o banco vá imprimir moeda, para tampar as lacunas da ação governamental, mas isso não vai acontecer", afirmou Draghi.  

Em audiência na manhã desta terça-feira na Comissão de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu, Draghi explicou que o BCE já fez muito para facilitar a gestão da crise, referindo-se principalmente à liquidez oferecida ao setor bancário e aos programas de compra de títulos da dívida dos países em dificuldade financeira na zona do euro.

Desde o início da crise, os europeus tomaram algumas medidas de flexibilidade monetária, mas o regulamento do BCE que proíbe a instituição de financiar o déficit público dos países-membros por meio da impressão de moeda não foi nem será modificado. Essa regra, quase um dogma na união monetária, tem o objetivo de manter a inflação contida num patamar de no máximo 2% ao ano.

Resgate espanhol

Nesta terça-feira, o ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, lembrou que o programa de compra de bônus por parte do BCE "está aberto" e "não tem data de validade". O programa do BCE de comprar bônus de forma indeterminada nos mercados secundários "é um instrumento que está disponível, que está aberto e não tem data de validade", disse o ministro em sua chegada a uma reunião em Luxemburgo de ministros das Finanças da União Europeia. No entanto, segundo De Guindos, "neste momento, o importante para o governo espanhol é continuar com o programa de reformas, continuar com a redução do déficit público e dissipar todas as dúvidas que existem sobre o futuro da zona do euro".

A Espanha continua sofrendo pressão dos mercados para financiar suas dívidas. Os juros voltaram a ultrapassar o teto de 6%, nesta terça, um patamar considerado proibitivo para os cofres públicos.

Taxa sobre transações financeiras na UE

A União Europeia deverá adotar até o final do ano uma taxa sobre as transações financeiras. Onze países, dos nove que eram necessários, todos da zona do euro, já se comprometeram a participar desse sistema de cooperação, informou hoje o comissário europeu de Assuntos Fiscais, Algirdas Semeta.

Segundo uma proposta da Comissão Europeia apresentada em setembro do ano passado, essa taxa seria cobrada em todas as transações financeiras realizadas entre bancos, corretoras, fundos de investimentos, companhias de seguro e bolsas de valores. As transações com ações e obrigações dos estados seriam taxadas em 0,1% e os contratos derivados a uma taxa de 0,01%. Para a taxa ser aplicada, basta que um estabelecimento financeiro envolvido na operação esteja na União Europeia, mesmo se a transação acontecer fora das fronteiras do bloco.

Pelos cálculos da Comissão Europeia, a receita gerada por essa taxa poderia chegar a 57 bilhões de euros se todos os países do bloco aderirem ao sistema. O Reino Unido, país responsável por 75% das transações financeiras na Europa, continua se opondo à medida. O argumento britânico é de que essa taxa adotada unilateralmente na União Europeia reduziria a competitividade do mercado financeiro local em relação a outros mercados, tais como Nova York, Hong Kong e Cingapura, isentos de taxação.

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