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Cultura

Obra de Banksy, mais famoso street artist do mundo, é roubada de museu de Paris

media Grafite de Banksy foi roubado no Centro Pompidou em Paris, ladrões serraram a placa de metal onde o desenho se encontrava, num estacionamento do local. Reprodução Instagram Banksy

Um grafite de Banksy, o mais famoso street artist do mundo, foi roubado no Centro Cultural Pompidou, no coração de Paris, em plena luz do dia, destacando a dificuldade de preservar obras como essa, efêmeras por natureza e estimadas por especialistas em quantias astronômicas, muitas vezes acima de € 1 milhão.

O artista britânico, que gosta de manter sua identidade em segredo, mas é um dos mais cotados em seu meio, fez barulho em junho de 2018 ao divulgar uma série de moldes para grafites, com conotações às vezes bastante políticas, na capital francesa.

Ele reivindicou a paternidade de oito destas obras em sua conta no Instagram, incluindo sua versão para a pintura "Napoleão cruzando os Alpes", de Jacques-Louis David, assim como o molde representando uma menina de rosto triste na porta do Bataclan [referência aos atentados terroristas] e um pequeno rato mascarado brandindo um lápis, nos arredores do Centro Pompidou, meca da arte contemporânea de Paris.

O trabalho roubado foi instalado na parte de trás do painel de entrada de um estacionamento, disse nesta terça-feira (3) a instituição cultural, depois de registrar uma queixa "por roubo e degradação, dentro do seu perímetro”. O promotor público de Paris imediatamente abriu uma investigação, confiada ao 1º distrito policial da capital francesa.

Cortado com “serra”

"Supõe-se que o painel de metal foi cortado com uma serra. Não somos os donos da obra, é por isso que prestamos queixa por degradação", disse o serviço de comunicação do Centro Pompidou, que agora conta com imagens de monitoramento remoto para "talvez identificar os autores e as condições exatas do roubo".

Uma fonte policial disse que o assalto ocorreu "na noite de domingo a segunda-feira, por volta das 4 horas da manhã". O desenho era acompanhado de uma legenda fazendo referência aos eventos de maio de 1968, numa homenagem a Paris, "berço do grafite".

Em Bristol, Londres, Toronto e agora Paris, as obras de Banksy, que podem chegar a mais de um € 1 milhão (como a famosa "Garota com Balão Vermelho", comprada por € 1,185 milhão em outubro, antes de se autodestruir durante 'um leilão), são regularmente roubados.

Invendáveis

Já em 2013, um grafite de Banksy, "Trabalho Escravo", havia sido leiloado em Miami, mas foi retirado da venda no último momento após uma controvérsia sobre o fato de ter sido arrancado da parede de onde havia sido pintado, em Londres.

Para evitar ao máximo esses problemas, "Banksy não cria mais em locais públicos, ele faz de propósito para que as pessoas não vendam mais os muros", sublinha o colecionador e especialista em arte de rua, Nicolas Laugero-Lasserre.

O pequeno rato do Centro Pompidou já havia sofrido uma tentativa de degradação ou roubo em julho de 2018, interrompido na última hora por agentes de segurança. E o grafite na porta de Bataclan, alvo da sala de concertos de um ataque jihadista em 13 de novembro de 2015, foi roubado no final de janeiro por criminosos em questão de minutos.

"São obras que não podem ser vendidas", diz o especialista em arte de rua, considerando que permanecem ocultas por décadas, antes de possivelmente ressuscitarem. Muito conhecidos e facilmente identificáveis, esses moldes feitos no espaço urbano valem muito menos do que obras destinadas a galerias, com certificados de autenticidade (as obras de Banksy passam pela empresa Pest Control).

Para proteger as obras de arte de rua no espaço urbano, algumas instituições decidem afixar placas de acrílico, o que nem sempre evita danos. Dos oito moldes feitos em Paris, muitos sofreram ataques, como o próximo à Sorbonne, representando um homem escondendo uma serra nas costas e dando um osso a um cachorro, depois de serrar sua própria pata, que foi apagado do local.

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