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Cultura

Weinstein “era quase um gângster”, diz diretora de filme sobre escândalo sexual de ex-produtor de Hollywood

media O julgamento por agressão sexual de Harvey Weinstein está previsto para começar no dia 9 de setembro de 2019, em Nova York. Jefferson Siegel /Pool via REUTERS

O julgamento do ex-todo poderoso produtor de Hollywood, Harvey Weinstein, na justiça americana ainda não começou. A primeira audiência em Nova York está prevista para o próximo 9 de setembro, mas o público francês pode a partir desta quarta-feira (14) fazer uma ideia do escândalo sexual envolvendo o americano com a estreia do documentário “Untouchable” (O intocável, em tradução livre), de Ursula MacFarlane.

Em entrevista à RFI, a diretora americana compara a história de Weinstein a uma tragédia grega: “uma ascensão fulgurante, um poder total e uma queda dramática”. Ela lembra que em todo o mundo, em todos os setores da sociedade e em todas as classes sociais existem homens com ele, mas que o ex-produtor de Hollywood “é o pior”.

Ursula MacFarlane entrevista vítimas de Weinstein, algumas delas ainda terrorizadas. O documentário revela que a história dele como « predador » começou muito cedo, há 40 anos, quando ele organizava concertos em Buffalo. Em 1979, apaixonado por cinema, ele cria junto com o irmão, Robert, a Miramax e se transforma no maior produtor do mundo. Weinstein trabalhou com diretores como Steven Soderbergh ou Quentin Tarantino, conquistando um Oscar por ano e várias Palmas de Ouro em Cannes.

O lado sombrio da glória

Mas no outono de 2017, o lado sombrio da glória começou a ser revelado. Cerca de 80 mulheres acusaram publicamente Weinstein de agressões sexuais. Duas delas entraram na justiça contra ele. Era o início do movimento #Metoo, um divisor de águas que abriu as portas para denúncias de mulheres do mundo inteiro.

O documentário mostra que o produtor criou um sistema para dissimular suas agressões, obrigando suas vítimas a assinar contratos de confidencialidade. O filme denuncia também a cumplicidade de muita gente, do mundo do cinema, mas também da política americana. “Muita gente sabia muita coisa, mas eles não queriam saber porque era bom trabalhar com Harvey Weinstein. Hoje, muitas dessas pessoas sentem culpa por não ter feito nada. Mas ele também era violento com os homens, lançando cinzeiros contra eles. Ele era quase um gângster”, compara Ursula MacFarlane.

A diretora não pôde entrevistar Harvey Weinstein para o documentário. A expectativa é que o ex-todo poderoso de Hollywood se explique durante seu julgamento, em setembro, em Nova York.

‘Untouchable”, que foi lançado inicialmente no festival de cinema de Sundance, nos Estados Unidos, em janeiro de 2019, ainda não tem data de estreia no Brasil.

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