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Cultura

História da gravadora Motown inspira painel fotográfico do mundo de hoje

media The Supremes, 1965. Courtesy of Universal. DR

Há 60 anos, surgia uma gravadora nos Estados Unidos que ia mudar o mundo fonográfico de então – e para sempre: a Motown. Um sucesso de Marvin Gaye, “What’s going on” (O que está acontecendo), de 1971, serve de mote para uma revisão fotográfica do mundo, saindo de Detroit, berço da Motown, passando pelo Oriente, pela Europa e seguindo pela atroz atualidade do Brasil. A mostra acontece em Arles, no sul da França.

A Fundação Manuel Rivera-Ortiz, sob direção artística de Nicolas Havette, traz esse balanço musical e histórico, como parte dos Encontros de Arles, festival anual de fotografia, um dos mais importantes do mundo e que está completando 50 anos.

A Motown, em Detroit, cidade símbolo da indústria automobilística nos EUA, colocou no mapa nomes como Marvin Gaye, Diana Ross e The Supremes, ou ainda, Michael Jackson e The Jackson Five. A gravadora deu destaque à música negra do soul, do rhythm and blues, do gospel e do pop, sons considerados precursores da era disco.

Além de intensa ebulição artística, as primeiras décadas da Motown acompanharam movimentos sociais importantes, como a de defesa da igualdade de direitos cívicos nos Estados Unidos. Um apanhado desses momentos históricos é revisitado na fundação.

Feridas de guerras

A música “What’s going on” prossegue no curso da história com fotos contemporâneas. Matthew Casteel traz “American Interiors”, com o interior de carros de ex-veteranos americanos de guerra, como uma metáfora para as consequências de conflitos na vida de cada um.

Da série "American Interiors", de Matthew Casteel. Foto: Matthew Casteel

As cicatrizes de guerras também transparecem em “Let us not fall asleep while walking”, do belga David Denil. “Podemos ver como a guerra influenciou a consciência, a maneira de viver na Ucrânia”, explica Nicolas Havette, curador e diretor artístico da fundação.

O Oriente vem pelas lentes do francês Dominique Laugé, que concentra seu olhar na China de hoje, com “As Novas Rotas da Seda”, e dos artistas Isa Ho, Chia Huang e Hou I-Ting, de Taiwan. “É um contraponto de energias e estéticas”, explica Havette. “Na China, as exposições são uma extensão da comunicação, mas em Taiwan é um suporte para a expressão individual, isso se vê também nos sistemas políticos”, continua o curador, que conhece bem o universo fotográfico da Ásia.

Da série "Bordadeiras do Passado", do taiwanês Hou I-Ting. Foto: Hou I-Ting

Sombra negra de Bolsonaro

What’s going on in Brazil”, com curadoria de Ioana Mello, traz a visão de 12 fotógrafos sobre o Brasil, reunidos no coletivo Iandé. “Eu estava esboçando a cartografia do mundo e senti a falta de algo, e vi que estava se passando muita coisa no Brasil”, conta Nicolas Havette. “É importante falar sobre esse retorno à sombra negra da ditadura nessa era Bolsonaro”, acrescenta.

“Mas o que interessou foi também o processo em curso. Nas paredes temos os trabalhos já prontos dos fotógrafos. A cada semana, um deles envia novas imagens do que está acontecendo no Brasil. Então, em três meses, vamos ter uma coleção de imagens sobre o momento atual. O visitante pode vir várias vezes e vai ver uma evolução do que se passa no país”, explica Havette.

Um indígena Ashaninka, no Acre. Pedro Kuperman

What’s going on” também traz “Forgotten children in an Ahmedabad slum” (Crianças esquecidas em uma favela de Ahmedabad”, do fotógrafo que dá nome à fundação, Manuel Rivera-Ortiz, e “Negativo 1930”, da italiana Yvonne De Rosa.

Os Encontros de Arles acontecem até 22 de setembro.

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