Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 20/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 20/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 20/09 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 20/09 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 20/09 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 20/09 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 19/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 19/09 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Brasil mostra suas faces no festival Encontros de Arles de fotografia

Brasil mostra suas faces no festival Encontros de Arles de fotografia
 
Gláucia Nogueira, co-fundadora do coletivo Iandé e Ioana Mello, curadora da mostra "What's going on in Brazil" RFI

Acontece no Sul da França os Encontros de Arles, um dos festivais internacionais mais importantes de fotografia. São mais de 50 exposições, entre retrospectivas e novas tendências da imagem. O Brasil tem destaque este ano como parte da exposição “Hey! What’s going on?”, na Fundação Manuel Rivera-Ortiz.

A RFI conversou com Gláucia Nogueira, co-fundadora do coletivo Iandé, que reúne os 12 fotógrafos em exposição, e Ioana Mello, curadora da mostra brasileira.

“O Iandé é uma plataforma que tem o intuito de criar uma ponte entre Brasil e a França. Iandé significa ‘nós’, pronome pessoal inclusivo”, explica Gláucia.

Entre os critérios de seleção para o grupo apresentado em Arles foi a paridade. “São seis fotógrafos homens e seis fotógrafas mulheres”, explica Ioana. “Também queríamos temas que fossem importantes no Brasil hoje, como a cultura indígena, a questão da mulher, a periferia, infância, comunidade LGBT. São temas em voga agora no Brasil. Tem também as minorias que estão perdendo seus direitos”, acrescenta.

Novidades a cada semana

A exposição brasileira também traz a sessão “work in progress”, que a cada semana do festival mostra uma projeção recente de um dos fotógrafos a respeito do Brasil atual. Ou seja, uma visão de cada um dos 12 fotógrafos a cada uma das 12 semanas que dura o evento.

Nesta semana, a projeção é da fotógrafa Elsa Leydier, francesa radicada há cinco anos no Brasil. “O trabalho dela é muito interessante, pois ela interfere em imagens conhecidas no mundo todo como sendo do Brasil, típicas”, explica Gláucia. “A Elsa pega imagens clichês, do Google, como paisagens, carnaval, futebol. A partir de frases de Jair Bolsonaro, ela vai criar ruídos em cima das imagens, para justamente quebrar o mito do país tropical, bonito e perfeito”, acrescenta Iona.

A frequentação na exposição durante a primeira semana foi de cerca de 400 visitas por dia, um número expressivo. “O Brasil, por tudo o que passamos e continuamos a passar, tem gerado uma enorme curiosidade do público internacional. Os visitantes perguntavam não só sobre os fotógrafos, mas também sobre a atualidade brasileira. Foi uma ótima oportunidade de diálogo com o público e com outros fotógrafos do evento”, conta Ioana.

Elo fotográfico

“É importante criar, fortalecer esse link que já existe desde da época de Dom Pedro II entre Brasil, França e a fotografia brasileira. Temos grandes nomes, mas queremos abrir espaço para uma fotografia rica, jovem, moderna e contemporânea”, diz Gláucia.

“What’s going on in Brazil” fica em cartaz na Fundação Manuel Rivera-Ortiz, em Arles, até 22 de setembro de 2019.

 


Sobre o mesmo assunto

  • Arles

    Em Arles, fotógrafo francês transforma capela medieval em “camara obscura”

    Saiba mais

  • Arles/fotografia

    Arles: festival festeja 50 anos promovendo a fotografia como arte

    Saiba mais

  • Foto/Arles

    Brasil visto por 12 jovens artistas é destaque no festival de fotos de Arles, no sul da França

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.