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Imagens de monstros inspiram dupla portuguesa no Festival de Avignon

Imagens de monstros inspiram dupla portuguesa no Festival de Avignon
 
Cena do espetáculo "Esplendor e Dismorfia" exibido no Festival de Avignon de 2019. Foto: Christophe Raynaud De Lage / Festival d'Avignon

“Esplendor e Dismorfia” foi o nome do espetáculo apresentado pela dupla portuguesa Vera Mantero e Jonathan Uliel Saldanha na seção Vive le Sujet! do Festival de Avignon, que acontece no sul da França.

Voltada para obras experimentais, Vive le Sujet! impõe uma condição: que a obra em cartaz seja concebida por artistas de diferentes áreas e que nunca haviam trabalhado juntos.  

Coréografa e bailarina com longa experiência em dança contemporânea e performance, Vera Mantero se uniu a Jonathan Uliel Saldanha, apresentado pelo festival como construtor sonoro e cênico, para o desafio de criar um espetáculo transversal.  

“São universos muito próximos, apesar de algumas linguagens serem muito distintas e as formas diferentes. Mas temos ideias que são muito próximas, especialmente neste momento em que estamos com dificuldade de saber onde uma área artística começa e a outra acaba”, conta Jonathan.

“A experiência foi muita fluida, correu naturalmente. Nós dois temos um grande prazer em investigar textos, sons e imagens e o tema dos monstros e dismorfia nos interessa”, explicou Vera.

Vera MAntero, coreógrafa e performer. Foto: (c) TUNA

Além da concepção, a dupla interpreta e assina a decoração e os acessórios da performance inspirada nas imagens de monstros.

Dois corpos hipermusculosos, assexuados e com os rostos tapados dividem a cena entre passagens de vários textos, a começar pelo livro Paisagens com Argonautas, do poeta e dramaturgo alemão Henier Müller.

“O texto do início do espetáculo é um resumo de todos os monstros que um ser humano pode imaginar e compor”, explica Vera.  A obra de Müller também dialoga com enxertos de textos retirados de “O Monstro na arte ocidental”, do escritor e crítico de arte francês Gilbert Lascault.  “Temos a palavra, a fala no ar, fora de nós”, diz.

A dupla optou pelo simbolismo de corpos exagerados fisicamente que se movimentam em tempos distintos, ritmados por vozes e trilhas sonoras.

“Os dois corpos catalisam de forma diferente o que se passa ao longo do tempo. Um está mais em transformação e reorganização caótica dos impulsos daquilo que é atravessado neste tempo e o outro faz uma medida mais de cansaço”, explica Jonathan.

O construtor sonoro Jonathan Uliel Saldanha. Foto: (c) Carlos Melo Arquipelago – Centro de Artes Contemporane

Laboratório na Amazônia

Representante de Portugal na Bienal de Artes de São Paulo, em 2004, onde apresentou uma performance inserida em uma obra do escultor Rui Chaves, a coreógrafa Vera Mantero se prepara para voltar ao Brasil.

Ela participará do laboratório LabVerde, um programa de imersão de arte na Amazônia que acontece em uma reserva dentro da floresta. “Será um tempo de trabalho entre cientistas e artistas com o objetivo de criar relações entre as artes, ciências e questões ambientais”, explica, entusiasmada.

"Esplendor e Dismorfia" fica em cartaz no Festival de Avignon até 12 de julho.


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