Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 15/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 15/06 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 15/06 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 15/06 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 15/06 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 15/06 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 14/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 14/06 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Festival de Cannes questiona limites da arte com filme que beira pornografia

Festival de Cannes questiona limites da arte com filme que beira pornografia
 
Equipe do filme "Mektoub My Love: Intermezzo" acompanha diretor Abdellatif Kechiche (no centro, de preto) em apresentação em Cannes REUTERS/Stephane Mahe

O filme “Mektoub My Love: Intermezzo” do diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche, desencadeou a principal polêmica dessa reta final do 72° Festival de Cinema de Cannes. Com quase quatro horas de duração e cenas acusadas de pornografia gratuita, a trama dividiu o público na Riviera Francesa.

Enviado especial a Cannes

O filme foi projetado pela primeira vez às 22h nessa quinta-feira (23), o que fez com que os mais resistentes saíssem da sala quase 2h da madrugada. No entanto, muitos abandonaram a experiência visual proposta pelo cineasta, bem antes do final da exibição.

O diretor, que ganhou a Palma de Ouro há seis anos por com "Azul é a cor mais quente", é conhecido por um estilo provocador. Mas com Mektoub, que traz às telas um grupo de amigos que já havia protagonizado seu filme anterior, ele não foi nada unânime. Nos corredores de Cannes nessa sexta-feira, ele foi um dos principais assuntos e muitos dizem claramente ter detestado a experiência.

Mais de 80% da história acontece em uma casa noturna, onde os personagens têm diálogos banais enquanto o diretor se concentra filmando poses lascivas e as nádegas das atrizes. Nada original, se Kechiche não tivesse inserido uma cena de 13 minutos de sexo oral.

Outro aspecto que chamou a atenção foi o fato de o diretor não ter colocado os créditos no final do filme. Alguns dizem que ele se inspirou do pornô, enquanto outro preferem pensar que Kechiche simplesmente não teve tempo de terminar o filme antes do Festival de Cannes e enviou o projeto ainda inacabado.

Atriz abandona projeção

No final da projeção de gala o diretor evitou os comentários e saiu correndo da sala. A própria atriz que protagoniza a cena, Ophélie Bau, deixou o cinema no meio da projeção de gala e não compareceu à entrevista coletiva dada pelo elenco na manhã dessa sexta-feira.

Essa não é a primeira polêmica envolvendo o diretor, que já foi acusado de maltratar suas atrizes ou filmá-las sem que elas fossem prevenidas. Seu filme anterior, “Mektoub My Love: canto uno”, foi apresentado na Mostra de Veneza em 2017. Na ocasião, também dividiu o público, sendo vaiado e elogiado ao mesmo tempo.


Sobre o mesmo assunto

  • Cannes

    Filme do brasileiro Karim Aïnouz é vencedor da mostra Um Certo Olhar em Cannes

    Saiba mais

  • Cannes

    Cannes homenageia Sylvester Stallone e apresenta nova versão de "Rambo"

    Saiba mais

  • Cannes

    Projeção em Cannes é palco de protesto de apoio às universidades públicas brasileiras

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.