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Cultura

58ª Bienal de Veneza abre suas portas com mostra contra o populismo

media A carcaça de um navio que naufragou cheia de migrantes faz parte de uma das obras apresentadas na Bienal de Arte Contemporânea de Veneza TIZIANA FABI / AFP

A 58ª Bienal de Arte Contemporânea de Veneza abre suas portas para o público apenas no dia 11 de maio, mas os profissionais e a imprensa já puderam visitar os pavilhões nessa terça-feira (7). A mostra principal dessa edição é proposta como uma resposta aos movimentos populistas que ganham força pelo mundo.

Sébastien Jédor, enviado especial à Veneza

Essa edição da Bienal promete ser polêmica. Em uma Itália dirigida por uma coalizão que mistura extrema direita e extrema esquerda, com nacionalistas na liderança as eleições europeias, a mostra intitulada May you live in interesting time (Você pode viver em tempos interessantes, em tradução livre) parece disposta a abordar temas políticos e suscitar uma reflexão sobre a complexidade do mundo atual.

“Temos tendência a simplificar demais e o populismo é uma forma de simplificação. A arte é uma das vias que o homem percorre para realizar, constatar, desenvolver, falar dessa complexidade”, explica Paolo Baratta, presidente da Bienal de Veneza.

“Na nossa vida cotidiana há coisas tristes que achamos engraçadas e coisas belas que nos incomodam. Amor e ódio... A arte nos permite sentir essa complexidade. Nos permite refletir”, completa o americano Ralph Rugoff, comissário dessa edição, que convidou 79 artistas do mundo todo para criar obras sobre os dramas contemporâneos.

Migração está entre os principais temas

Muitos artistas representaram as dificuldades do mundo atual por meio do debate sobre a imigração, tema predileto dos populistas. Como a mexicana Teresa Margolles, que apresenta fragmentos dos muros erguidos na fronteira entre o México e os Estados Unidos.

Mas uma das peças mais impressionantes é a carcaça de um navio que naufragou, repleto de migrantes, no mar Mediterrâneo em abril de 2015. Os restos da embarcação, que afundou com cerca de mil pessoas a bordo, serão expostos.

Cerca de 600 mil visitantes são esperados na 58ª Bienal de Arte Contemporânea de Veneza, que vai até 24 de novembro. 
 

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