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África

Gucci lança projeto para acolher designers africanos

media Desfile croisière 2019 da Gucci, uma das marcas mais populares do momento REUTERS/Jean-Paul Pelissier/File Photo

A marca de luxo Gucci confirmou a criação de um programa visando acolher designers vindos do mundo todo, principalmente da África, para se formarem e trabalharem em seus estúdios na Itália. O projeto faz parte das medidas tomadas após as acusações de racismo sofridas pela maison, que decidiu colocar a questão da inclusão e da diversidade entre suas prioridades.

“A África é uma região do mundo que pode ter um verdadeiro impacto em nosso trabalho de criação em Roma”. Foi com essa frase que Marco Bizzarri, presidente da Gucci, confirmou os novos projetos da marca, durante a conferência anual sobre o luxo organizada este mês pelo grupo de imprensa Condé Nast na Cidade do Cabo. A declaração ratificava o comunicado lançado no início do ano, quando o grife foi acusada de racismo após o lançamento de uma blusa vista como uma alusão ao “blackface”.

As imagens da peça viralizaram e a marca de luxo mais hype do momento, responsável pelos ótimos resultados do grupo Kering, ao qual pertence, quase viu sua reputação desmoronar. Para evitar o escândalo e suas consequências – como a compatriota Dolce & Gabbana que teve até que anular um desfile na China após uma acusação de racismo – a maison decidiu investir. Primeiro com a criação de um cargo de diretor global para a diversidade e a inclusão. Além disso, o grupo também lançou um programa de bolsas de estudos em parceria com escolas de design pelo mundo.

Mas desta vez, a iniciativa vai bem além das instituições parisienses, londrinas ou nova-iorquinas, como de costume. Só para dar uma ideia, das 12 escolas selecionadas até agora, quatro são africanas (Radford University College, em Gana, Design Academy of Fashion, na África do Sul, Universidade de Lagos, na Nigéria e a McEnsal School of Fashion and Design, no Quênia). Ainda não há informação sobre a participação de alguma escola latino-americana no projeto. Mas já se sabe que instituições do mundo árabe e da Ásia também fazem parte da seleção. 

Uma gota d’água no oceano?

Cada uma delas vai selecionar um aluno que ficará um ano na Itália com tudo pago. O escolhido será formado nos estúdios de criação da Gucci, com a possibilidade de uma contratação no final do estágio.

O objetivo do programa é trazer para a empresa outros pontos de vista e investir na representatividade dentro de suas equipes. A ideia é reforçar a diversidade interna para sensibilizar as equipes sobre questões de raça e gênero e evitar episódios como o da blusa “blackface”.

Já há quem diga que a iniciativa é apenas uma gota d’água no oceano e que a marca está apenas usando o escândalo para melhorar sua imagem. “Talvez nossa iniciativa não seja perfeita, mas pelo menos demos um primeiro passo”, declarou Marco Bizzarri à revista Vogue, como se já sentisse as acusações de “paternalismo” que o projeto poderá suscitar.

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