Ouvir Baixar Podcast
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 24/04 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 24/04 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 24/04 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/04 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/04 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 23/04 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 23/04 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 23/04 09h36 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Mostra sobre música eletrônica agita Philarmonie de Paris

Mostra sobre música eletrônica agita Philarmonie de Paris
 
Expo Electro, de Kraftwerk à Daft Punk philharmoniedeparis.fr

Há mais de trinta anos a música eletrônica reina nos clubes do mundo todo. Nascida em boates alternativas de Chicago e Detroit, despontando em Nova York, passando pelo mundo todo e agitando Berlim, o tecno ganha uma exposição especial na Philarmonie de Paris: “Electro, de Kraftwerk a Daft Punk”.

Logo na entrada, o ingresso é trocado por um grande fone de ouvido, imprescindível para a viagem musical que se espalha por um espaço escuro, como numa discoteca, com a música pulsando e cores, muitas cores.

Três nomes norteiam a mostra, três nomes expressivos da música eletrônica, com participação ativa na montagem. O francês Jean-Michel Jarre, que enchia de luzes e sons eletrônicos grandes espaços pelo mundo nos anos 1980 e 1990, concebeu um “estúdio mágico”, com sintetizadores antigos de sua coleção pessoal.

ARP 2500, propriedade de Jean-Michel Jarre. @ EDDA-JMJ

Já o grupo alemão Kraftwerk, nascido em Dusseldorf nos anos 1970, vem com um vídeo inédito em 3D. O duo francês Daft Punk comparece com uma instalação em que os dois integrantes da banda, com os indefectíveis capacetes estilizados, estão numa espécie de altar, em tons de vermelho, com um animal robô no centro de tudo.

Relação do homem com a máquina

“Decidimos não seguir um eixo histórico que fosse pedagógico demais. Optamos deixar-nos guiar por imaginários, imaginários formadores de músicas, códigos, culturas, as grandes estéticas. No fundo, esses imaginários podem ser, por exemplo, para os músicos, a relação do homem com a máquina”, tenta explica Jean-Yves Leloup, curador da exposição.

Olivier Degorce, Sextoy (FR), American Center, Paris, 1995, from the bookPlastic Dreams Rave & Club Scene 1991-1999 Headbangers Publishing, 2018

O percurso animado pela trilha sonora de Laurent Garnier convida à dança. Nos sons e nas imagens há traços de Giorgio Moroder, Brian Eno e David Bowie. Artistas plásticos inspirados pela música eletrônica também animam o espaço.

Destaques geográficos

A mostra traz as grandes etapas geográficas da música tecno, que nasce oficialmente em Chicago, no meio dos anos 1980, uma vertente da música disco. O selo oficial é instaurado em Detroit, em 1988, inspirada pelos europeus como Kraftwerk. Depois, o electro floresce em Nova York e se expande, mais recentemente, em Berlim. Paralelamente, é pelo mundo todo que a música eletrônica se espalha.

OM 9 APRIL TO 11 AUGUST 2019 5Kraftwerk, The Robots 3D concert, Neue Nationalgalerie, Berlin, 2015 © Peter Boettcher, Courtesy Sprüth Magers

O curador Leloup defende o lado popular do "electro": “É uma música que atinge diversas camadas sociais, minorias, mas depende do país, da região, da cidade. Durante muito tempo não era associada às classes populares, mas ela aparece como tal no norte da França, na Bélgica, no Rio, em Durban, na África do Sul... Existe uma certa tendência de ligar o hip hop às classes populares e o "eletro", às camadas médias e superiores, mas é preciso relativizar isso, pois depende muito do lugar”.

A barmaid Celia fala que veio ver a exposição porque sempre se interessou pelo gênero. “Desde que nasci”, brinca. “A exposição é muito bem organizada, começando pelos primeiros sintetizadores, as capas dos vinis, todo o universo em torno da música eletrônica”.

“Sou apaixonado por música eletrônica há uns 25 anos, descobri o 'electro' numa festa rave”, conta Jérôme. “Vi o anúncio da exposição nas redes sociais vim conferir. Nada mal, vale a visita. É uma exposição lúdica, bem explicada para quem não conhece bem o assunto”, assegura.

“Electro, de Kraftwerk a Daftpunk”, fica em cartaz na Philarmonie de Paris até 11 de agosto.

Daft Punk, alive 2007, Imagem DJ Falcon © Daft Trax

 


Sobre o mesmo assunto

  • Para além de Bob Marley e do reggae, música jamaicana é tema de exposição

    Saiba mais

  • Cultura

    Retrospectiva de David Bowie chega a Paris

    Saiba mais

  • Em um ano, Filarmônica de Paris recebe mais de 1 milhão de visitantes

    Saiba mais

  • Fato em Foco

    Yamandu Costa se apresenta na recém-inaugurada Filarmônica de Paris

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.