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Apresentador do Catfish Brasil, Ciro Sales diz ser consciente da responsabilidade de ter seguidores nas redes sociais

Apresentador do Catfish Brasil, Ciro Sales diz ser consciente da responsabilidade de ter seguidores nas redes sociais
 
Ciro Sales falou sobre peças de teatro sobre temas ambientais e redes sociais Marcos Lucio Fernandes

Enquanto a sétima arte está recheada de trabalhos de ficção científica abordando as possíveis consequências da ação humana no futuro do planeta Terra, o teatro traz poucas obras abordando esse assunto. Foi pensando nessa lacuna – e na importância do debate sobre os desastres ambientais – que o ator baiano Ciro Sales decidiu criar a produtora teatral Otimistas. De passagem por Paris, ele deu entrevista à RFI e falou da peça Galáxias, na qual atua, do programa Catfish Brasil, que ele apresenta na MTV, e do cuidado ao publicar algo nas redes sociais.

O rosto de Ciro Sales já ficou conhecido dos brasileiros: ele apareceu, recentemente, na novela Segundo Sol, da rede Globo, onde interpretou Du Love. Na MTV Brasil, ele comanda, junto com Ricardo Gadelha, a versão brasileira do programa americano de sucesso Catfish, que usa as redes sociais para discutir a construção da identidade no meio virtual e as relações amorosas do universo 2.0.

Em inglês, “catfishing” é o ato de enganar alguém usando um perfil fake na internet – expressão que se popularizou com o documentário “Catfish”, de 2010. O filme virou série nos EUA e, finalmente, ganhou a versão tupiniquim que Ciro comanda.

Para o ator, Facebook, Instagram e Twitter não são nada mais do que palcos alternativos para o teatro da vida. “Nosso comportamento na internet é uma edição consciente da nossa vida para criar uma persona pública. Nós escolhemos o que vamos postar e essa escolha tem a ver com a imagem que a gente quer passar, como queremos ser reconhecidos ou associados”, explica. “O que acaba acontecendo, que nós mostramos com as histórias do Catfish, é que as pessoas entendem essa habilidade de criar personagens e acabam usando isso para se relacionar com alguém, com má intenção ou não.”

O apresentador tem o hábito de postar fotos acompanhadas de legendas onde ele reflete sobre a sociedade ou o lugar onde se encontra. “Todo artista é um ser político, sinto muita responsabilidade de ser seguido ou acompanhado por alguém. Meu perfil nas redes sociais é muito reflexivo em relação a isso. Demoro para fazer uma postagem, mas quando faço eu quero trazer algo mais do que uma foto. Gosto de fazer postagens ensinando coisas, dividindo um conhecimento”, conta.

"Falta discussão sobre catástrofes ambientais no teatro"

Um pouco menos conhecido do público é seu trabalho como artista engajado na causa ambiental, que já tem longa data. Ele conta que criou o projeto Otimistas logo depois de deixar a diretoria de fomento da Secretaria de Cultura da Bahia. “Foi uma forma de unir minhas duas trajetórias: de ator e diretor de teatro com a de gestor cultural”, disse à RFI. “Recentemente, guiado por interesse pessoal, e tendo em conta as questões ambientais, temos tentado dentro da Otimistas criar projetos que façam essa relação entre teatro e esse temas. Daqui pra frente, é isso que quero fazer.”

Galáxias, peça na qual atua, fala justamente sobre a relação e o impacto da presença humana no planeta Terra. Para Ciro, esse é um debate imprescindível na sociedade contemporânea. “A partir dessa discussão, devemos tentar rever nossos hábitos e implementar práticas efetivas. Quem está na Europa já tem uma relação muito próxima com isso, mas no Brasil temos passos básicos a fazer como, por exemplo, parar de usar sacolas plásticas nos supermercados”, afirma.

“Eu acredito profundamente no poder da arte para essa transformação social. Historicamente, o teatro é instrumento de muita reflexão e de muita mudança de práticas”, defende o ator, que aponta uma lacuna na área teatral em relação à discussão das catástrofes ecológicas. “A gente fala muito pouco sobre isso no teatro de forma geral, falamos pouco sobre o futuro. Tem um colapso ambiental que se aproxima, com aquecimento global, e a gente não vê isso no teatro. Outras linguagens artísticas estão mais acostumadas a falar sobre isso. Temos um gênero no cinema, que é a ficção científica, com histórias futuristas, e também na literatura, mas no teatro ainda muito pouco."

Ciro Sales está atualmente traduzindo a peça Galáxias para o francês e revela que sua relação com o país europeu é antiga. “Morei aqui na França quando era criança e, desde então, voltei algumas vezes. Tenho uma relação de bastante intimidade aqui. Por isso estou tentando trazer a peça para cá e tudo indica que isso deve acontecer em breve”, afirma.

Veja o vídeo da entrevista:


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