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Fotógrafo brasileiro lembra 30 anos da morte de Chico Mendes com exposição em Paris

Fotógrafo brasileiro lembra 30 anos da morte de Chico Mendes com exposição em Paris
 
O fotógrafo João Luiz Bulcão RFI

Ele é fotógrafo, trabalhou para a revista Manchete e fez, durante sua carreira, vários registros da Amazônia. Em Paris, apresenta a exposição “Povos da Floresta”, uma homenagem a Chico Mendes, no espaço Kracjberg. A RFI convida hoje João Luiz Bulcão.

“A exposição terá quatro dias apenas, em homenagem aos 30 anos da morte de Chico Mendes, e lembrando um ano da morte de Frans Krajcberg, num espaço que é dedicado a ele”, conta Bulcão. “Decidi pegar uma parte do meu trabalho sobre a Amazônia, mostrando os povos da floresta. Vamos apresentar 20 fotografias e alguns eventos como projeções, ateliês para crianças e adultos, e o filme ‘Portrait d’une revolte’ [‘Retrato de uma revolta’, em português], que fala sobre a vida do Krajcberg”.

O fotógrafo estima que o homenageado Chico Mendes não é muito conhecido na França. “Em 1988, quando ele foi assassinado, no dia 22 de dezembro, também no Brasil ninguém conhecia”, explica. “Ele visitava muito a Europa, os EUA, a convite da ONU e outras organizações não-governamentais. Ainda hoje, talvez ele não seja tão lembrado, mas sua ideia, que é a preservação da floresta amazônica e do planeta, ficou.”

De sonho de criança à fotografia política

Bulcão revela que, quando criança, gostava muito de ver a revista Manchete, durante o período de ditadura militar da década de 1970, “uma época de obras gigantescas na Amazônia”. “Vinte anos depois, trabalhei para a Manchete, e pude ver a dimensão humana da Amazônia.”

No contexto atual, de diversas discussões sobre as demarcações das terras indígenas e da preservação ambiental, Bulcão acredita que sua obra tem um objetivo político. “Há trinta anos, tivemos a invasão dos garimpeiros no território Yanomami. Foram 40 mil pessoas que invadiram essa terra e a consequência é visual e real”, conta. “A denúncia [dessas situações] é boa para criar uma consciência coletiva, mas a realidade da Amazônia é muito mais negativa, quando vemos de perto. Tenho muito medo que a floresta amazônica tenha o mesmo fim da mata atlântica, que hoje só tem 5% do seu território original”, afirma.

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