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Mostra na Fundação Cartier de Paris recria diálogos inesperados entre geometrias latino-americanas

Mostra na Fundação Cartier de Paris recria diálogos inesperados entre geometrias latino-americanas
 
"A Primeira Missa", obra do artista brasileiro Luiz Zerbini, em cartaz na mostra "Géométries Sud", na Fundação Cartier de Paris. Jaime Acioli

A Fundação Cartier de Arte Contemporânea de Paris celebra com a exposição Géométries Sud, ou, em português, Geometrias do Sul, do México à Terra do Fogo, a riqueza e variedade de padrões, cores e figuras da arte latino-americana. Da arte popular à arte abstrata, da cerâmica à pintura corporal, escultura, arquitetura e cestaria, a mostra reúne cerca de 250 obras de mais de 70 artistas desde o período pré-colombiano até os dias de hoje. Criando diálogos inesperados, Géométries Sud tece ligações visuais entre eras, territórios e culturas.

A arte brasileira se encontra bem representada na mostra que ocupa dois andares da Fundação Cartier, na capital francesa, como explica Marie Perenne, uma das curadoras. “A Fundação trabalha há anos com a cena artística brasileira. Dedicamos exposições monográficas a artistas como Beatriz Milhazes e Adriana Varejão. Fizemos também uma exposição sobre a fotografia latino-americana que se chamava ‘América Latina’, com a presença de muitos fotógrafos brasileiros”, diz Perennes.

“É uma cena artística que a Fundação conhece muito bem, e que desejávamos representar plenamente nesta exposição através de artistas renomados como Luiz Zerbini, Beatriz Milhazes e também obras de artistas ameríndios e indígenas, como, por exemplo, os Caduveo, originários do Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai”, destaca.

"Cada cena artística de cada país, tem, claro, suas especificidades e particularidades. De todo jeito, a ideia desta exposição é tentar se libertar um pouco das fronteiras desde o México até a Terra do Fogo, e se emancipar também do que podemos chamar de hierarquias artísticas, apresentando pinturas, mas também desenhos de comunidades ameríndias, fotografias de pinturas corporais, cestos, esculturas, para mostrar o tanto que os motivos geométricos são onipresentes em todas essas criações, que elas sejam brasileiras, colombianas ou mexicanas", dia Marie Perennes, da Fundação Cartier.

Para ela, essas representações podem estabelecer "diálogos umas com as outras, e trazer, "talvez, elementos de compreensão ou contraste de eras geográficas e de temporalidades muito diferentes".

Simultaneidade de referências

Um dos destaques da exposição, o artista brasileiro Luiz Zerbini expõe duas grandes pinturas que trazem elementos geométricos dentro de cenas povoadas de figurações históricas, em cenas tropicais, como na obra A Primeira Missa.

"Acho que a pergunta é por que é que essas abstrações, esses desenhos geométricos, aparecem em tantos lugares diferentes ao mesmo tempo, sem essas tribos se conhecerem. Isso aparece em manifestações diferentes, em diferentes culturas, e em épocas diferentes. Mas parece que há um DNA dessas abstrações que são geometrias, e muitas dessas tribos, dessas civilizações, fazem relações entre esses desenhos", diz Zerbini.

Outro artista brasileiro convidado pela Fundação Cartier para participar da mostra Géométries Sud, Sérgio Sister comenta o conceito de seu trabalho, intitulado Caixas: "As caixas são uma pintura colocada no espaço. O pensamento é de pintura, mas a obra aproveita elementos do próprio espaço, numa relação com a parede, aproveitando as sombras projetadas dentro delas e a distâncias entre as cores que produzem tonalidades diferentes", afirma.

A exposição Geometrias do Sul, do México à Terra do Fogo fica em cartaz na Fundação Cartier de Paris até 24 de fevereiro de 2019.


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