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Cultura

Coreia do Sul: Samsung é criticada por política contra sindicalistas

media Fábrica do grupo sul-coreano Samsung em Campinas YASUYOSHI CHIBA / AFP

O presidente do grupo Samsung Eletronics, Sang-hoon, foi considerado culpado pela Justiça sul-coreana, por ter impedido, durante anos, a criação de um sindicato dentro da empresa. A decisão foi anunciada na semana passada e é considerada como uma revolução no país, onde as autoridades, durante muito tempo, apoiaram essa política.

Frédéric Ojardias, correspondente da RFI em Seul

Lee Sang-hoon, presidente do grupo, é acusado de ter utilizado todos os meios para impedir seus funcionários de se sindicalizarem: ameaças de demissão, diminuição dos salários e ruptura de contratos com fornecedores considerados coniventes com os sindicatos. Funcionários do Ministério do Trabalho e da polícia também foram alvos de acusações.

A Promotoria descreve os envolvidos como integrantes do “crime organizado que mobilizou a empresa”. A investigação do caso demorou cinco meses e foi possível graças à descoberta de documentos que integram um outro processo, envolvendo o ex-presidente coreano Lee Myung-bak.

Oposição aos sindicatos

A Samsung Eletronics impediu durante muito tempo a criação de sindicatos entre suas filiais. Desde sua criação, em 1938, a empresa nunca escondeu sua oposição aos sindicatos, criadores de “conflitos inúteis”. Samsung chegou até mesmo a ser acusada de sequestrar vários sindicalistas para intimidá-los. Das 60 empresas do grupo, apenas 9 têm um sindicato. Na Coreia do Sul, dos 200 mil empregados, apenas 300 são sindicalizados, contra 74% dos funcionários da Hyundai, um outro conglomerado do país.

Tal política tem consequências: nas fábricas, em razão do uso de produtos químicos nocivos e diante da ausência de proteção adequada, mais de uma centena de funcionários da Samsung foram vítimas de leucemia e câncer. As famílias precisaram lutar na Justiça durante mais de dez anos para que a empresa pedisse desculpas e pagasse as indenizações.

Movimento sindical perde força

Historicamente, os sindicatos são influentes na Coreia do Sul, principalmente nos setores automobilístico e da construção naval. Os sindicatos também tiveram um papel importante na luta contra as ditaduras militares nos anos 70 e 80. Hoje em dia, entretanto, apenas 10% dos assalariados sul-coreanos são sindicalizados. A política antissindical da Samsung sempre foi ilegal, mas as autoridades fechavam os olhos.

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