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Cultura

Em Perpignan, RFI premia projeto fotojornalístico digital sobre milícias em Burkina Faso

media A jornalista Valentine Van Vyve e o fotógrafo Olivier Papegnies ganham prêmio por trabalho sobre milícias em Burkina Faso. DR

A jornalista independente Valentine Van Vyve e o fotógrafo Olivier Papegnies são os vencedores em 2018 do prêmio Visa d’Or de Informação Digital do Festival de Fotojornalismo Visa Pour L’Image, pelo trabalho que desenvolveram sobre os Koglweogo, milícias criadas em Burkina Faso, no oeste da África. O prêmio de € 8 mil foi anunciado nesta quinta-feira (6), em Perpignan, sul da França.

Enviada especial a Perpignan

“Kagleweogo – Espelho da falência de um Estado” juntou narrativa escrita, fotografia e som. “O projeto não se distancia dos fundamentos do jornalismo e propõe uma narrativa a serviço da investigação”, declarou o fotógrafo Samuel Bollendorff, presidente do júri. O prêmio tem apoio do grupo France Média Monde (da qual a RFI faz parte), Radio France, France Télévisions e INA (Instituto Nacional do Audiovisual).

Desde 2015, as milícias Koglweogo estão presentes em Burkina Faso. Elas ilustram a extrema frustração da população diante da violência crescente e se espalham por grande parte do país, substituindo a falta de efetivos policiais. O objetivo da população envolvida era de atacar a injustiça e a corrupção das forças de ordem e das elites políticas e judiciárias.

Abusos e eficácia

Há um reconhecimento geral da eficácia do sistema, mas ao se inserir na cadeia repressiva, os Koglweogo assumem os papéis de policiais, justiceiros e carrascos, fazendo lei através de tribunais populares imediatos, abusos físicos e humilhações. O trabalho dos belgas Van Vyve e Papegnies explora esse mundo tão necessário quanto controverso dos Koglweogo.

O Festival Visa pour l'Image acontece até o dia 16 de setembro, em Perpignan, no sul da França.

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