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Cultura

"Respect!", imprensa francesa presta homenagem à Aretha Franklin

media Capa do jornal Libération desta sexta-feira (17). Reprodução/Libération

A imprensa francesa desta sexta-feira (17) é só homenagens à "Rainha do soul", Aretha Franklin, que faleceu na quinta-feira (16), aos 76 anos, em Detroit, nos Estados Unidos. A cantora sofria de um câncer, diagnosticado em 2010 e seu estado de saúde se deteriorou nos últimos dias. Além de um legado musical imensurável, 25 discos de ouro e 18 Grammys, os jornais franceses também destacam seu engajamento político que a tornou um ícone dos afroamericanos.

"Respect!" é a manchete de capa do jornal Libération que publica uma foto de página inteira do rosto de Aretha. O diário traz um especial de oito páginas em homenagem à "Rainha do Soul" e conta a história da emblemática canção "Respect", que tornou-se um hino feminista.

Escrita pelo músico Otis Redding, a canção original conta a história de um homem que tem que trabalhar para sustentar sua família. Retomada por Aretha Franklin, a cantora modifica a letra, para dar a versão da mulher que espera em casa o marido voltar do trabalho.

Tudo que estou pedindo é por um pouco de respeito quando você chegar em casa/ Não vou fazer nada de errado enquanto você estiver fora/ Não vou fazer nada de errado porque eu não quero”, brada a cantora.

Não por acaso, é em sua poderosíssima voz que "Respect" se torna não somente uma lema das feministas, mas de todos os injustiçados já que respeito é "um direito inerente a todos os seres humanos", diz a própria cantora em sua autobiografia.

Brilhante carreira

O jornal Aujourd'hui en France relembra a carreira de "madame Franklin", nascida em Memphis, em 1942, filha de um pastor e de uma cantora gospel. É durante as missas ministradas pelo pai que a voz da pequena Aretha, aos 11 anos, começa a se destacar. Aos 14, quando dá à luz seu primeiro filho, torna-se a solista do coral e, pouco tempo depois, assina o contrato para a gravação de seu primeiro disco. Aos 25 anos, interpretando canções como "I Say a Little Prayer" e "Chain of Fools", ela se torna a "Queen of Soul".

Le Figaro lembra que, apesar de uma carreira brilhante, nem tudo foram flores na trajetória de Aretha, que teve uma vida amorosa sinuosa e protagonizou uma luta diária contra o tabagismo e o alcoolismo. Devido ao câncer diagnosticado em 2010, a cantora teve que cancelar diversos shows e sua última aparição foi em novembro de 2017, durante o baile de gala anual da Fundação Elton John contra a Aids.

Mas, salienta Le Figaro, nada pode apagar a chama desta diva fulgurante que vendeu mais de 75 milhões de discos ao longo de sua carreira - o maior sucesso de vendas protagonizado por uma artista mulher até hoje.

Adeus à Aretha

Personalidades políticas, celebridades e fãs de todo o planeta prestam homenagem a essa que foi uma das vozes femininas mais poderosas não apenas da música, mas do ativismo negro. No Twitter, ex-presidente americano Barack Obama, para o qual Aretha cantou em sua cerimônia de posse, em 2009, saudou a artista que, segundo ele, "carregou a história dos Estados Unidos em sua voz".

No meio musical, Elton John, Paul McCartney, Diana Ross, Rick Martin, Mariah Carey, entre dezenas de artistas de todo o mundo expressaram sua dor com a morte de Aretha. "O mundo perdeu uma mulher incrivelmente talentosa hoje. Descanse em paz, @ArethaFranklin. Seu legado e música vão inspirar para sempre nós e as futuras gerações", publicou no Twitter a cantora americana Britney Spears.

Muitas homenagens também foram feitas em frente à igreja batista New Bethel Church, em Detroit, onde Aretha começou sua carreira, aos 11 anos sob a tutela do pai, o pastor CL Franklin. Em frente ao local, fãs deixam flores, balões e cartazes em memória da cantora. Muitos também se reúnem para entoar os hits que deram a volta ao mundo na poderosa voz da "Rainha do Soul".

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