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Midem: Chega ao Brasil o maior evento da indústria musical da França

Midem: Chega ao Brasil o maior evento da indústria musical da França
 
Termina nesta sexta-feira (8) o Midem, o maior evento da indústria musical da França, que aconteceu em Cannes, entre 5 e 8 de junho de 2018. © V. DESJARDINS - Image & Co

O streaming, ou a possibilidade de ouvir música pela Internet, e a conquista de novos mercados gigantes, como o continente africano e o Brasil, dominaram o painel temático da edição 2018 do Midem, o maior evento da França consagrado à indústria musical. A feira, que termina nesta sexta-feira (8) no Palácio dos Festivais de Cannes, no sul do país, reuniu durante quatro dias quase cinco mil participantes de 80 países, e se concentrou este ano no mercado africano, cujo potencial de crescimento é significativo. O Midem acontece pela primeira vez no Brasil em novembro deste ano.

A artista convidada do Midem 2018 foi a estrela do pop nigeriano, Yemi Alade, que trabalha essencialmente com plataformas de streaming já bastante conhecidas do público jovem, como Spotify, iTunes, GooglePlay e Deezer.

Começa agora no enorme mercado africano um verdadeiro boom da música adquirida, baixada e ouvida pela Internet, o mapa do tesouro para grandes players deste mercado como a japonesa Sony, que acaba de comprar o monumental catálogo da EMI, que possui nomes como Pharell Williams, Queen ou Motown.

Com o desenvolvimento das redes 4G na África, o mercado de streaming se torna a bola da vez no continente, como nos conta o diretor do Midem, Alexandre Deniot: "Acho que é um problema estrutural, os artistas africanos vivem principalmente de shows. A circulação da música gravada, sob a forma de streaming, está aumentando muito. Mas não existe retorno para os artistas, devido a problemas de estrutura. Daí a grande necessidade de proteger os direitos de autor", diz.

O diretor do Midem conta ainda que os organizadores do festival mostraram a diferentes profissionais da música na África a necessidade da proteção dos direitos autorais e também da existência de empresas de gestão destes direitos, para que o retorno financeiro aos artistas se faça "do melhor jeito possível".

Brasil na rota do Midem, ainda este ano

Mas Deniot acaba de fazer um anúncio bombástico para os brasileiros. Depois da África, o megaevento da indústria musical desembarca agora no Brasil. Segundo ele, a versão brasileira do Midem acontecerá entre os dias 29 e 30 de novembro deste ano, no Rio de Janeiro.

"No contexto de nosso programa de mercados de forte potencial, tivemos um foco sobre a África e agora estamos felizes de anunciar que chegaremos ao Brasil, no Rio, no mês de novembro, para um Midem internacional", conta Deniot. "O Brasil é um país muito rico em diversidade, em criatividade artística, e me parece muito interessante poder fazer o Midem neste país e atrair profissionais de toda a América do Sul, e de outros lugares", completa.

Trampolim artístico, inteligência artificial e profissionalização

Para produtores, gravadoras e músicos, o Midem é, ao mesmo tempo, um vasto mercado, uma grande vitrine e um verdadeiro trampolim artístico. "É um grande liquidificador cultural", conta Alexandre Deniot.

"Descobrimos novos talentos durante a competição do festival entre os artistas que estão surgindo e ajudamos a desenvolver o negócio deles em grandes empresas. O MidemLab é nossa competição de start ups ligadas à música, é a maior competição deste tipo no mundo. Tivemos candidatos de 42 países e, efetivamente, a grande tendência é o facilitamento do acesso à música", relata o diretor e produtor.

O poder dos algoritmos

Segundo Alexandre Deniot, "a inteligência artificial permite simplificar o acesso à música, não precisamos mais procurar o que queremos, o sistema procura por nós a melhor música que corresponde ao que estamos esperando".

E para quem ainda duvidava do poder dos algoritmos, uma das novidades presentes no Midem 2018 pode revolucionar o mercado da música: "Temos justamente uma start up em nossa competição este ano com uma solução que pode compor o fim de obras musicais inacabadas. Entramos numa nova dimensão, onde as máquinas vão absorver e entender como o compositor original trabalhava, para conseguir produzir uma continuação de seu trabalho", revela Deniot.


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