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Cultura

Indígenas Krahô mostram filme e fazem protesto em Cannes

media Equipe do filme "Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos", em sessão de fotos, em Cannes Patricia Moribe/RFI

Injãc é um adolescente da etnia Krahô que resiste ao desejo de seu pai morto para se tornar pajé. Aflito, ele foge da comunidade Pedra Branca em direção à cidade de Itacajá, no Tocantins. O longa-metragem de ficção Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, dirigido pelo português João Salaviza e pela brasileira Renée Nader Messora, concorre na mostra Um Certo Olhar, em Cannes.

A equipe do filme, incluindo diretores, produtores e os protagonistas Ihjñac Krahô e Kôtô Krahô, subiram no tapete vermelho de Cannes na quinta-feira (17) e denunciaram, com cartazes em português, inglês e francês o genocídio indígena no Brasil. Para os cineastas, o governo Temer se recusa a demarcar terras indígenas, favorecendo grandes proprietários rurais.

Vida de índio

As pesquisas começaram em 2009 e para as filmagens a equipe ficou nove meses convivendo com os Krahô. O filme não tem nenhum ator profissional e é quase todo falado na língua indígena, com exceção de algumas cenas na cidade. Kôto e Ihjãc, que também estão em Cannes, falam (ver abaixo em vídeo) como foi o trabalho de atuar. O antropólogo Vítor Aritanha fez o som do filme, além de servir como tradutor.

João Salaviza ganhou a Palma de Ouro em 2009 com o curta Arena. Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos é seu segundo longa-metragem. Ele fala a respeito:

A brasileira Renée Nader Messora é diretora de fotografia e foi também assistente de direção do primeiro longa de Salaviza, Montanha (2015).

Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos está em competição na mostra Um Certo Olhar.

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