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Oscar 2018 homenageia feminismo e defende igualdade

Oscar 2018 homenageia feminismo e defende igualdade
 
Cerimônia do Oscar, que celebra este ano a sua 90ª edição REUTERS/Lucas Jackson

Hollywood estava em festa neste domingo (4) com as premiações do Oscar 2018, os 90 anos da premiação da Academia e o tapete vermelho mais badalado do mundo, que homenageou o feminismo. O grande vencedor da noite foi o diretor mexicano Guillermo Del Toro, que levou o prêmio de melhor diretor e melhor filme por “A Forma da Água”.

Cleide Klock, correspondente da RFI em Los Angeles

A cerimônia foi uma grande homenagem à igualdade de gênero, racial e aos imigrantes. Dessa vez, não houve código para os trajes, como aconteceu no Globo de Ouro por exemplo, quando todas as atrizes vestiram preto. O tapete vermelho foi todo colorido, cheio de glamour, mas já na passarela era possível saber qual seria o tom da festa: Ashley Judd e Mira Sorvino, peças-chave nas denúncias de assédio contra Harvey Weinstein entraram juntas no tapete vermelho, dispostas a falar sobre como é importante a verdade vir à tona, antes tarde do que nunca.

No monólogo de abertura Jimmy Kimmel já deu também uma pincelada em tudo que viria pela frente: os movimentos feministas, a condenação às discriminações de qualquer espécie e a importância de promover a igualdade.

Em um dos momentos mais importantes da festa, Ashley Judd, Salma Hayek e Annabella Sciorra subiram juntas ao palco para fazer discursos e apresentar um vídeo no qual vários atores deixam claro que o momento é de romper barreiras e mudar a cultura de Hollywood. Esse foi o tom da noite, com participações das atrizes mais poderosas de Hollywood que subiram ao palco de mãos dadas para fazer as apresentações. Entre elas, Jane Fonda e Helen Mirren, Jennifer e Jodie Foster, Greta Gerwig e Laura Dern.

Primeira atriz transexual no palco do Oscar

Não foi dessa vez que mais uma mulher ganhou como melhor diretora ou melhor fotografia, mas a chilena Daniela Vega fez história duas vezes nessa noite: foi a primeira atriz transexual a apresentar uma categoria do Oscar e o filme que ela estrelou: a produção chilena “Uma Mulher Fantástica” levou a estatueta de melhor filme estrangeiro. Esta foi primeira vez em 9 décadas de Oscar que um filme com uma atriz transgênero ganha um prêmio da Academia. Jordan Peele também se tornou o primeiro negro a receber o Oscar de roteiro original, por Corra, um terror psicológico sobre racismo.

Os prêmios de Melhor Animação e Melhor Música foram para “Viva: A vida é uma festa”. A produção inclusive desbancou “O Touro Ferdinando” do diretor brasileiro Carlos Saldanha, mas entrou bem no tom da festa. Já que a trama é sobre a cultura mexicana, as dedicatórias acabaram sendo para o país vizinho e aos imigrantes.

O filme “Dunkirk” dominou as categorias técnicas e levou três prêmios. Nos prêmios de interpretração, Sam Rokwell venceu como melhor ator coadjuvante pelo filme “Três Anúncios para um Crime”. Gary Oldman levou a estatueta de melhor ator com “O Destino de uma Nação”. Allison Janney levou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por “Eu, Tônia”. Frances McDormand venceu o prêmio de Melhor Atriz por “Três Anúncios para um Crime”.

“A Forma da Água”, o grande vencedor da noite

Mas quem fechou a noite foi Guillermo Del Toro, que levou os dois principais prêmios por A Forma da Água: Melhor Diretor e Melhor filme. Em cinco anos essa é a quarta vez que um mexicano leva o prêmio de melhor diretor e foi ele quem fechou a festa com a frase: Eu sou imigrante.


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