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“Nenhuma tradução é fidedigna”, diz tradutora dos clássicos de Perrault

“Nenhuma tradução é fidedigna”, diz tradutora dos clássicos de Perrault
 
Eliana Bueno Ribeiro é escritora e tradutora. RFI

Clássicos como Chapeuzinho Vermelho, Bela Adormecida, Cinderela ou o Gato de Botas são alguns dos contos de fadas de Charles Perrault que embalam as infâncias há séculos. Mas se as obras do francês são conhecidas no mundo todo, isso se deve ao trabalho dos tradutores, como o da brasileira Eliana Bueno Ribeiro, responsável por uma das traduções mais completas dos principais textos do autor.

Nascido no século 17, Charles Perrault é, ao lado dos irmãos Grimm e de Hans Christian Andersen, una dos principais autores de contos. Seus textos continuam nas prateleiras dos quartos de crianças pelo mundo até hoje. De uma maneira geral, o que fascina nos contos de fadas é a possibilidade da mágica. Mas os contos de Perrault fascinam também pela escrita. É uma escrita que põe a mágica de uma maneira sóbria e irônica. É a mágica que duvida dela mesma”, explica Eliana Bueno Ribeiro, autora de uma tradução comentada dos principais textos do francês.  

Os textos do francês são traduzidos para o leitor brasileiro desde o final do século 19. Porém, no livro Contos de Perrault, publicado pela editora Paulinas, Eliana se baseia nos textos originais.

Questionada sobre a dificuldade de se manter fiel aos contos do francês, ela diz que isso é praticamente impossível. “Escrever é traduzir e traduzir é escrever. Quando você traduz, você inventa. Toda tradução é uma traição. Nem a tradução automática é fidedigna. Você só compreende o texto realmente na língua original”.

A tradutora, que também foi professora de literatura comparada na Universidade Federal do Rio de Janeiro e lecionou em várias universidades europeias, participa esta semana em Paris de um encontro literário organizado pelo Instituto cultural franco-brasileiro Alter Brasilis sobre o tema “Entre fadas e santos”. Durante o debate ela também vai falar de seu livro sobre Santo Antônio, visto principalmente pelo prisma histórico. “Eu compreendi que é possível dar uma ênfase nos aspectos culturais. Tirar Santo Antônio dos oratórios e colocá-lo no seio de uma história europeia. Ele é um santo português que atravessa a Europa e se coloca como figura de proa do franciscanismo”, comenta a autora.

Ouça a entrevista completa clicando na foto abaixo.


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