Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 18/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 18/06 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 18/06 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 18/06 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 18/06 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 18/06 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 17/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 17/06 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Cultura

Morre o violinista Didier Lockwood, um dos grandes do jazz francês

media Didier Lockwood à Paris, le 31 mai 2017. JOEL SAGET / AFP

Ele se apresentou no último sábado, no clube de jazz Bal Blomet, em Paris. No domingo (18), um ataque do coração pegou todos de surpresa: Didier Lockwood, 62 anos, e os amantes da música.

Toda a mídia francesa lamenta a perda, tão precoce e tão inesperada. Lockwood foi um dos grandes nomes do jazz francês, com carreira internacional. Apresentar seu free jazz ao vivo, no palco, era a sua paixão. Foram mais de 4.500 concertos e mais de 35 álbuns.

Nascido em Calais, no norte da França, em 11 de fevereiro de 1956 em uma família franco-escocesa, Lockwood, filho de um professor de música, começou a aprender violino aos sete anos, e se interessou muito cedo pelo improviso, graças ao irmão mais velho, Francis.

Aos 17 anos, o violinista, influenciado por Jean-Luc Ponty, estreou no Magma, que então era o principal grupo de rock progressivo na França. Em seguida, ocupou a cena musical através de vários encontros e projetos em diversos estilos: jazz fusion elétrico, jazz acústico, gipsy jazz e música clássica.

Lockwood era casado com a soprano francesa Patricia Petibon e tinha três filhas.

Música erudita e improviso

Além de jazzista exímio, Lockwood não esnobava a música clássica: compôs duas óperas, dois concertos para violino e orquestra, um concerto para piano e orquestra, poemas líricos e muitas outras obras sinfônicas, sem esquecer de músicas para filmes.

Lockwood também era muito engajado na educação musical. Autor de um método de aprendizado do violino para o jazz, ele criou em 2001 o Centro de Músicas Didier Lockwood, uma escola na qual se ensina o improviso, em Dammarie-les-Lys, perto de Paris.

Em 2006, entregou ao governo francês um informe sobre o ensino de música no país, no qual demonstrava preocupação com uma infância "formatada" pela tecnologia moderna e defendia um aprendizado da música, mediante uma maior oralidade e menos solfejo.

O Instituto Nacional do Áudiovisual lembrou o artista, em clip com a americana Dee Dee Bridgewater:

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.