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“A emoção do rádio é impagável”, diz o narrador esportivo José Silvério

“A emoção do rádio é impagável”, diz o narrador esportivo José Silvério
 
O locutor esportivo José Silvério. Arquivo Pessoal

Treze de fevereiro é o Dia Mundial da Rádio, uma data celebrada pela Unesco, a agência da ONU para a Educação, Cultura e Ciências. Para falar do tema, o RFI convida entrevistou José Silvério, um dos maiores narradores esportivos do Brasil, com mais de 50 anos de carreira, que explica por que o rádio ainda é tão importante, mesmo com a grande concorrência de outras mídias.

A atração do radio é que ele é mais rápido ainda que a televisão. Mais rápido que a internet, que num país como o nosso ainda não atingiu o ponto de tecnologia que tem em outros países. E, além de tudo, o rádio esportivo brasileiro criou uma maneira de transmissão de futebol que é diferente; tanto que quando nós viajamos e transmitimos em outros países, a gente vira a atração, porque é tudo diferente do que um francês, por exemplo, está acostumado. A emoção do rádio é impagável”, disse.

Na sua longa e prolífica carreira, Silvério tem narrado também outras modalidades esportivas.

“O rádio sempre foi muito presente nas transmissões esportivas brasileiras: Fórmula 1, basquete, vôlei, boxe. Estes quatro esportes ainda têm uma penetração muito grande no Brasil. E o rádio mostra estes esportes e o futebol com uma emoção bem diferente da televisão. É verdade que nós sentimos, a cada dia que passa, uma pressão maior da televisão, mas o caminho da emoção do rádio ainda está muito aberto para os locutores esportivos brasileiros”, avalia.

Outras mídias

Ele conta, porém, que praticamente não há novos locutores esportivos chegando ao mercado radiofônico.

“Esta geração de locutores já esta ficando bem pequena. Hoje, para fazer substituições nas emissoras de rádio, já existe dificuldade. Eu, este ano, completo 55 anos que irradio futebol, o que é um fato quase que inédito no Brasil – embora nós tenhamos muitos que duraram bastante, mas nem tanto –, exatamente porque os jovens de hoje já estão mais em busca da TV.”

Silvério ressalta que, no Brasil, as principais emissoras de rádio são também atreladas às principais redes de televisão, então ainda sobra um espaço.

“E hoje nós estamos começando a viver a internet, que ainda não é muito desenvolvida no Brasil. Muita gente vê a internet como o futuro do rádio, porque ela começa a chegar em cidades do interior mais bruto do Brasil e poderá ocupar o lugar do rádio. Tanto que o rádio no Brasil está para sofrer uma mudança radical, que é a passagem do rádio AM para FM. O Brasil em breve não terá mais emissora de AM, aí espera-se que, com melhor qualidade de som no Brasil inteiro, o rádio volte a ser superforte”, espera.  

Mulheres no esporte
Segundo a Unesco, citando o Relatório Global de Monitoramento de Mídia, apenas 4% do conteúdo esportivo na mídia são dedicados aos esportes com participação feminina. Apenas 12% das notícias esportivas são apresentadas por mulheres.

“O Brasil ainda tem alguns resquícios da sua fundação, da sua cultura, do seu descobrimento. Então este crescimento da mulher em todos os setores do país: na política, na vida econômica, no meio esportivo, nas comunicações, este envolvimento ainda é pequeno, mas ele cresce bastante, tem crescido muito”, ressalta.

“Só que algumas participações de mulheres na programação das emissores de televisão e de rádio foram meio deturpadas e isso está atrapalhando; como mulheres que não eram tão femininas assim, isso atrapalhou bastante o que a mulher começou a fazer nos esportes nos nossos meios de comunicação. Este é um assunto que ainda precisa ser lapidado e assimilado pela população brasileira, que ainda é um pouco machista”, opina.

O locutor fala ainda sobre o futuro das transmissões esportivas na rádio brasileira.

“Eu acho que elas têm a tendência a diminuir, exatamente pelo fato de que as principais emissoras de rádio originaram as principais emissoras de televisão do país, então elas ainda estão muito juntas, mas claramente as direções preferem a televisão. Se eu fosse mais jovem, eu não teria me dedicado ao rádio”, conclui.


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