Ouvir Baixar Podcast
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 16/12 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 16/12 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 16/12 14h00 GMT
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 16/12 08h57 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 16/12 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 16/12 08h30 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 15/12 08h36 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 15/12 08h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Cultura

Papa chega a Mianmar para discutir crise dos rohingyas com Aung San Suu Kyi

media Chegada do papa Francisco a Rangum, capital econômica de Mianmar nesta segunda-feria 27 de novembro de 2017. REUTERS/Max Rossi

O papa Francisco chegou nesta segunda-feira (27) a Mianmar, de maioria budista, palco de fortes tensões religiosas e que enfrenta neste momento a crise do êxodo forçado da minoria rohingya. O pontífice também visitará Bangladesh, país onde a população é de maioria muçulmana.

O pontífice de 80 anos deixou Roma na noite deste domingo (26) e chegou em Mianmar para uma visita inédita, que se anuncia delicada, já que o país foi acusado de “limpeza ética” pelas Nações Unidas contra a minoria muçulmana rohingya. Cerca de 620 mil deles fugiram do país desde agosto dos vilarejos do estado Rakhine, no oeste do país, para escapar de uma campanha de repressão das Forças Armadas.

As declarações do papa sobre o conflito estão sendo esperadas com expectativa em Mianmar. Nos últimos meses, o papa denunciou em vários momentos o tratamento dado aos rohingyas.

No país, o pontífice deve se encontrar com o chefe das Forças Armadas, Min Aung Hlaing, acusado pelas organizações de defesa dos direitos humanos de ser o principal responsável pela campanha de repressão contra a minoria muçulmana. Ele também tem um encontro previsto com a dirigente do país e prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, que recebeu fortes críticas pela maneira como tem lidado com a crise dos rohingyas.

“Peço que vocês orem comigo para que minha presença perto desse povo seja um sinal de proximidade e esperança”, declarou o papa neste domingo diante de 30 mil fiéis reunidos na praça de São Pedro. Em sua 21ª viagem, o papa também irá para Bangladesh, destino do êxodo de grande parte dos integrantes da minoria. Na semana passada, Mianmar e Bangladesh anunciaram um acordo sobre um retorno em massa dos refugiados rohingyas, o chefe do exército já disse se opor ao retorno em massa.

Minoria católica

No final da segunda etapa de sua viagem, de 30 novembro a 2 de dezembro, o papa escutará os testemunhos de um grupo de refugiados rohingyas em Bangladesh, embora não tenha programada uma visita aos acampamentos.

Em Mianmar, 90% dos 58 milhões dos habitantes é budista e os católicos representam 1,2% da população, cerca de 660.000 pessoas. Em Bangladesh, os católicos são 375.000 e representam 0,24% dos 160 milhões de habitantes. Trata-se da segunda visita de um papa ao país depois da realizada por João Paulo II, em 1986.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.