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Cultura

Mulher do produtor Harvey Weinstein o abandona após acusações de assédio

media O produtor de cinema Harvey Weinstein na cerimônia do Oscars de 2017, em Hollywood, Califórnia. REUTERS/Mike Blake

A mulher do produtor de cinema americano Harvey Weinstein anunciou à revista People que está deixando o marido e expressou simpatia por todas as mulheres que foram vítimas de assédio por parte do produtor, que ela julga ter cometido “ações imperdoáveis”. Georgina Chapman é casada com o co-fundador da Miramax há dez anos e tem dois filhos com ele.

Esta separação se dá após Weinstein ter sido destituído de sua própria empresa, em seguida à publicação de uma reportagem no “The New York Times”, na última quinta-feira (5) que revelava os assédios cometidos por ele nos últimos 20 anos. 

Dentre as vítimas de assédio do produtor hollywoodiano que já se manifestaram, estão as atrizes americanas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow e Rosana Arquette, a italiana Asia Argento e as francesas Emma de Caunes e Judith Godrèche.

Em geral, Harvey Weinstein levava as atrizes para o seu quarto de hotel, com a desculpa de lhes dar um roteiro, e as assediava ou violava. Estes relatos foram publicados na edição desta terça-feira (10) da New Yorker. A revista reproduz uma frase da assessoria de Weinstein, que nega as denúncias.

"Foi um pesadelo", disse à New Yorker Asia Argento, que disse ter sido convidada por um membro da equipe de Harvey Weinstein, antes de encontrar-se sozinha com ele. À reportagem da New Yorker, ela explica que o incidente foi "um trauma horrível". "Eu fiquei arrasada", disse ela. Argento conta que também teve outras relações sexuais com Weinstein durante os cinco anos seguintes. Ela disse que houve consentimento, mas revelou que se sentiu obrigada a ceder aos seus avanços.

Como co-fundador das empresas de produção e distribuição Miramax e da Weinstein Company, Harvey, que tem 65 anos, ajudou a reinventar o modelo de filmes independentes, com filmes como "Sexo, mentiras e videotapes", "O Paciente inglês", "Pulp Fiction " e " Shakespeare Apaixonado”, entre outros. Além de Hollywood, ele exerceu sua influência como um forte arrecadador de fundos para candidatos do Partido Democrata, incluindo Barack Obama e Hillary Clinton.

Comportamento conhecido na empresa

Dezesseis executivos e assistentes que trabalharam para as empresas de Weinstein disseram ao jornalista Ronan Farrow, da New Yorker, que testemunharam ou tiveram conhecimento de avanços sexuais indesejados em eventos associados aos filmes de Weinstein e no local de trabalho.

Eles e outros descrevem um padrão de reuniões profissionais que eram pouco mais do que “pretextos finos” para avanços sexuais em jovens atrizes e modelos. Todos os 16 disseram que o comportamento do chefe era amplamente conhecido dentro da Miramax e da Weinstein Company. Assim como as atrizes, os empregados das empresas disseram ter medo de retaliação.

Na terça-feira (10), o conselho de administração da empresa de produção Weinstein emitiu um comunicado no qual disse que queria colaborar na investigação judicial durante a realização de suas próprias investigações internas.

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