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Cultura

Mostra em Paris revela obras menos conhecidas de Gauguin

media « Oviri » (Selvagem),1894, deusa maorie inventada por Gauguin. Siegfried Forster / RFI

Uma nova exposição no Grand Palais de Paris revela as incursões do pós-impressionista Paul Gauguin por outras disciplinas artísticas como escultura, cerâmica e gravura em madeira.

“Gauguin, o alquimista” abre nesta quarta-feira (11), com 54 pinturas, 29 cerâmicas, 35 esculturas, 67 gravuras e 34 desenhos do artista que ficou célebre com lânguidos retratos de mulheres de ilhas do Pacífico, com cores quentes e tropicais.

A mostra é organizada em colaboração com o Instituto de Arte de Chicago e traz 150 obras emprestadas, cuja maioria são exibidas pela primeira vez na França. “Nosso objetivo é mostrar a obra de Gauguin em todos os seus aspectos e mostrar a variedade de sua produção”, indo além da pintura, explica Claire Bernardi, uma das curadoras.

Quase monstruosidade

Gauguin começou a pintar em 1873 e faz esculturas desde 1877. Ele também produz muitas cerâmicas após ter aprendido a disciplina com o mestre Ernest Chaplet. “Ele se libera muito cedo dos modelos tradicionais para criar objetos compostos, no limite da monstruosidade”, explica Bernardi.

O artista mistura motivos da Bretanha, da Martinica e, mais tarde, do Taiti. Mas ele também busca outras fontes, como a cerâmica andina pré-colombiana, a cerâmica japonesa descoberta em exposições universais, mas também a cerâmica francesa da Idade média.

Obra menosprezada

Durante a vida, Gauguin teve enfrentou mais dificuldade de vender suas esculturas que seus quadros. Os amigos também não compreendiam suas obras. Pissaro chamou sua produção de “bibelôs”.

Gauguin fazia “idas e voltas sem fim” entre os diferentes suportes “e alguns motivos migravam de um meio a outro, em um método de trabalho bastante revolucionário em sua época”, explica Claire Bernardi.

Em 1901, Gauguin se instala no afastado arquipélago das Marquises. Com material local, ele constrói uma casa-ateliê, inspirada em casas da etnia maori que ele viu no museu de Auckland, Nova Zelândia, em 1895. A exposição recriou a fachada da casa e uma projeção em holograma simula as proporções da residência em 3D.

(com informações da AFP)

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