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Cultura

Favorito em Cannes, filme sobre luta contra Aids estreia nos cinemas da França

media Nahuel Pérez Biscayart em cena do filme “120 Batidas por minuto”, de Robin Campillo. Céline Nieszawer

Estreia nesta quarta-feira (23) nos cinemas franceses “120 Batidas por minuto”. Ganhador do Grande Prêmio da edição deste ano do Festival de Cinema de Cannes, o filme de Robin Campillo conta a história da associação de luta contra a Aids ActUp na França.

Fundada nos Estados Unidos nos anos 1980 praticamente junto com o início da epidemia da Aids, a associação desembarcou na França em 1989 e, desde então, ficou conhecida por suas ações espetaculares. “Ainda me lembro perfeitamente do momento em que colocamos um preservativo gigante no obelisco da praça Vendôme, no centro de Paris”, se recorda o jornalista Christophe Martet, que dirigiu a entidade entre 1994 e 1996. 

Esses protestos, que tinham como objetivo chamar a atenção da opinião pública para as dificuldades das pessoas contaminadas pelo vírus HIV, dão o tom do filme de Campillo, que também foi um dos militantes da associação. “Nós havíamos sofrido tanto nos primeiros dez anos da epidemia, quando éramos vistos como os gays ‘coitadinhos’ que morriam de Aids, que decidimos ser mais agressivos”, conta o diretor.

Como as 120 batidas do título, que correspondem à aceleração dos batimentos cardíacos, tudo acontece muito rápido na trama. Em um momento em que as triterapias ainda estavam em fase de experimentação, o filme é uma metáfora da sede de viver daqueles que tinham os dias contados. Os personagens passam de um protesto para outro, brigam, invadem laboratórios farmacêuticos, protagonizam histórias de amor, atacam políticos, dançam e fazem reuniões semanais que misturam militantismo e sessões de autoajuda. “Houve uma espécie de libertação, pois pela primeira vez pessoas que viviam a doença na solidão se encontraram em um mesmo lugar. Elas debatiam, confrontavam suas visões e fizeram da Aids um tema político”, relata o cineasta.

Ator argentino foi a revelação do filme

O filme se inspira em fatos e personagens reais. Como Sean, o herói da trama, cuja história se baseia na vida de Cleews Vellay, um dos militantes mais emblemáticos da Actup. “Ele está lutando contra a morte e a doença desperta nele uma espécie de fúria transformada em ação. Mas como sabe que tem pouco tempo para isso, às vezes é um bem radical”, conta o argentino Nahuel Pérez Biscayart, que interpreta o protagonista.

O ator foi a grande revelação do filme e uma das estrelas do festival de cinema de Cannes. Sua atuação, aliás, foi fruto de debates acalorados entre os membros do júri, dirigido este ano pelo espanhol Pedro Almodóvar, que defendeu a trama até a cerimônia de encerramento.

Além de ser um bom filme, “120 Batidas por minuto”, que não tem data exata de estreia prevista no Brasil, é quase uma aula de história sobre a luta contra a Aids. Afinal, muitas das conquistas em termos de acesso aos tratamentos antirretrovirais ou às novas terapias preventivas são fruto da luta de associações como ActUp.

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