Ouvir Baixar Podcast
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 16/01 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 16/01 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 16/01 14h00 GMT
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 16/01 08h57 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 16/01 08h36 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 16/01 08h30 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 13/01 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 13/01 08h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Cultura

Nova edição de livro de Neruda inclui capítulo sobre homossexualidade de Lorca

media García Lorca e Neruda em Buenos Aires em 1933 Divulgação

A nova edição do livro "Confesso que Vivi", do Nobel de Literatura chileno, Pablo Neruda, incorpora um capítulo sobre o poeta espanhol Federico García Lorca e sua homossexualidade, assim como textos inéditos que somam mais uma centena de páginas à versão original.

São documentos inéditos que apareceram na reforma da casa-museu La Chascona, em Santiago, e que pertenciam a Matilde Urrutia, sua última mulher e guardiã do legado do poeta, que morreu em circunstâncias ainda não esclarecidas em 23 de setembro de 1973, 13 dias depois do golpe militar de Augusto Pinochet.

"É muito interessante o que há sobre García Lorca, sobre sua homossexualidade", disse o diretor da Fundação Neruda, Fernando Sáez.

A homossexualidade do poeta espanhol está muito presente no texto de Neruda, que se refere ao modo "obscurantista" com o qual a América Latina e a Espanha da época escondiam "cuidadosamente essa inclinação pessoal de Federico".

Uma nota manuscrita de Matilde explica o motivo pelo qual não foi incluído o capítulo "O Último Amor do Poeta Federico" na versão original de "Confesso que Vivi", livro de memórias do poeta chileno, publicado quase um ano após sua morte.

"Foram muitas as vezes que conversamos com Pablo se ele deveria incluí-lo ou não. Ele me disse textualmente: 'O público está suficientemente desprovido de preconceito para admitir a homossexualidade de Federico sem menosprezar o seu prestígio?' Essa era sua dúvida. Eu também duvidei e não o incluí nas memórias. Aqui o deixo, acho que não tenho direito a cortá-lo", explica a nota.

Humanidade de Neruda

Para Sáiz, o tratamento do tema "é muito esclarecedor do pensamento de Neruda" e "fala de sua humanidade". A admiração que tinha pelo autor de "Romanceiro Cigano" é patente

Neruda e Lorca se conheceram em Buenos Aires, cidade para onde o chileno foi enviado em 1933 para trabalhar na embaixada do Chile e na qual o espanhol de Granada estreou "Bodas de Sangue", no Teatro Maipo, no verão desse mesmo ano.

Foi uma amizade à primeira vista, fatalmente interrompida pelo fuzilamento de Lorca em 18 de agosto de 1936, no alvorecer da Guerra Civil espanhola.

A nova edição das memórias de Neruda, publicada pela editora Seix Barral, foi preparada entre 2016 e 2017.

Além do capítulo sobre Lorca, a nova edição incorpora escritos sobre o sul do Chile, religião e perfis de poetas como o chileno Pablo de Rokha, incluído na categoria de "inimigos literários" e descrito como cínico, inescrupuloso e chantagista.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.