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Cultura

Liverpool comemora 50 anos do álbum "Sgt. Pepper", dos Beatles

media Da esquerda para a direita, Paul McCartney, Ringo Starr, John Lennon e George Harrison, em Londres, 19 de maio de 1967. © Getty images/John Downing

Considerado por muitos como um dos maiores álbuns de todos os tempos, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles, completa 50 anos de lançamento, data que está sendo lembrada com muita festa em Liverpool, cidade natal dos quatro integrantes da banda mais famosa do mundo.

Liverpool reservou fogos de artifício, murais e muita música. As festividades foram batizadas de "Sgt. Pepper at 50: Heading for Home" ("Sgt. Pepper aos 50: Voltando para casa”). A cidade portuária do noroeste da Inglaterra quer dessa forma homenagear a banda que traz milhares de turistas para visitar Liverpool.

"É incrível ver a nossa cidade natal se juntar para comemorar o disco", afirmou Paul McCartney, que escreveu a maior parte das canções do álbum junto com John Lennon. "É emocionante comprovar, depois de tanto tempo, o quanto 'Sgt. Pepper' significa para tanta gente", acrescentou.

Novos rumos

Lennon e McCartney, o guitarrista George Harrison e o baterista Ringo Starr quebraram barreiras com o disco, lançado em maio de 1967, saudado como o primeiro álbum conceitual da música pop, e que abriu novos caminhos para a música.

Treze artistas de todo o mundo apresentarão instalações dedicadas a músicas do disco. Jeremy Deller, vencedor do prêmio britânico de arte contemporânea Turner, a artista feminista americana Judy Chicago, músicos indianos e a diva de cabaré Meow Meow são alguns dos 13 artistas que transformaram as canções em novos formatos.

A instalação de Deller é inspirada em "With a Little Help from my Friends", e gira em torno do agente dos Beatles, Brian Epstein, cuja morte, em 27 de agosto de 1967, deixou os quatro rapazes desorientados. "A canção fala sobre ser corajoso diante da solidão e tem um humor sarcástico muito comum a Liverpool. Ringo a cantou de forma desafinada. Por isso é comovente", disse Deller.

O mural gigante que Judy Chicago pintou na parede de um antigo armazém de grãos no cais Stanley é inspirada na canção "Fixing a Hole". Os quatro Beatles aparecem de costas, com o olhar fixo em anéis de fumaça psicodélicos e a frase "Four Lads From Liverpool" ("Quatro rapazes de Liverpool"). "Assim comemorei o período que representaram: mudanças, confusão”, explicou a artista à AFP.

Liverpool forever

Em 1967, os Beatles já eram superestrelas que viviam em Londres, mas o período "Sgt. Pepper" mostra muita nostalgia por Liverpool, como em canções como "Penny Lane", de McCartney, e "Strawberry Fields Forever", de Lennon.

Na cidade permanecem detalhes que recordam o antigo esplendor de Liverpool, o grande porto do Império britânico. Mas com o fim do Império, o fechamento de muitos cais e a desindustrialização converteram Liverpool em um local triste nos anos 1980. Graças a uma profunda reforma urbana, a cidade voltou à vida.

O museu dedicado à banda, The Beatles Story, atraiu 280.000 visitantes em 2016, apresentando objetos do grupo e narrando a sua evolução musical.

Capa histórica

Numa época em que as capas de discos eram quase tão importantes quanto o conteúdo, “Sgt. Pepper” fez história. Uma colagem colorida e psicodélica reúne 61 pessoas, a maioria conhecida do grande público. Algumas já estavam mortas, como Karl Marx. O design foi feito pelos artistas pop Peter Blake e Jann Haworth, a partir de um desenho de McCartney. A direção de arte foi assinada por Robert Frase e as fotos são de Michael Cooper.

Cinquenta anos após seu lançamento, apenas cinco delas continuam vivas, incluindo dois integrantes da banda britânica -- Paul McCartney e Ringo Starr.

Bob Dylan entre os mitos

A lenda do rock e prêmio Nobel de Literatura Bob Dylan é a pessoa mais famosa dentre as outras três. Constam nessa pequena lista nomes como os de Dion DiMucci, o cantor nova-iorquino de blues cuja fama declinou após a invasão de artistas britânicos em território americano liderados pelo sucesso dos Beatles nos anos 1960, além do escultor Larry Bell.

Vinte e três outras pessoas estavam vivas na época em que foram retratadas na capa, mas faleceram desde então. Entre elas estão os Beatles John Lennon e George Harrison, além dos atores Marlon Brando e Marlene Dietrich.

O álbum original incluía bigodes recortáveis que os colecionadores poderiam colar onde quisessem.
 

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