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Cultura

Chuck Berry, pioneiro do rock, morre nos EUA aos 90 anos

media Da esquerda para a direita: Willie Dixon, Little Richard, Bo Diddley e Chuck Berry. Universal Pictures

O guitarrista e cantor americano Chuck Berry, um dos pais do rock n 'roll, autor de sucessos inesquecíveis como “Johnny B. Good”, “Roll Over Beethoven” e “Sweet Little Sixteen”, morreu neste sábado (18) aos 90 anos.

A polícia do condado de St Charles, onde o músico morava, no estado do Missouri, recebeu uma chamada ontem à noite solicitando assistência médica de emergência. Ao chegarem ao local, os paramédicos encontraram Berry inconsciente e não conseguiram reanimá-lo, informou a polícia.

Chuck Berry, apelidado de "Crazy Legs", em referência à maneira como ele caminhava com um jogo de pernas único no palco, nasceu em 18 de outubro de 1926 em Saint Louis. O cantor deixa um enorme trabalho que influenciou várias gerações de músicos. Considerado um dos criadores do rock'n roll, Chuck Berry ajudou a definir a cultura popular da década de 1950 e o futuro da música, combinando o Rhythm & Blues, a guitarra country e um senso de espetáculo único no palco.

Em sua conta no Twitter, Bruce Springsteen, um dos primeiros a se manifestar, disse que Berry era a maior estrela de rock de todos os tempos. "Chuck Berry foi o maior intérprete de rock, o maior guitarrista e letrista do rock mais puro que eu já conheci na minha vida", escreveu "The Boss", que tinha uma estreita relação com Berry.

Infância tumultuada

Foi durante a infância que Berry aprendeu a tocar jazz com a guitarra, enquanto alternava pequenos trabalhos e avizinhava o mundo do crime. Mais tarde, ele trabalhou como barbeiro. Foi só depois de casado e de formar uma família que a música se tornou uma fonte de renda regular. Berry começou, então, a ganhar cachês tocando guitarra em bares. Foi nessa época que conheceu o cantor de blues Muddy Waters.

Em 1955, Berry gravou sua primeira canção, "Maybellene", que teve um sucesso fulgurante e marcou o início de uma década de sucessos. Vieram na sequência "Thirty Days ", "No Money Down" e "Roll Over Beethoven" (1956), antes de uma série de composições memoráveis: "School Days" e "Rock and Roll Music", em 1957; "Sweet Little Sixteen", "Carol" e "Johnny B. Goode", em 1958; "Little Queenie", "Memphis Tennessee" e "Back in the EUA", em 1959.
   
No final da década de 1950, Berry percorreu o mundo com suas canções e ganhou milhares de fãs com temas simples e universais, exaltando as preocupações dos adolescentes, como a sedução, escolaridade, festas e carros. Ele se tornou o herói de uma juventude branca fascinada pelo rock. Suas canções soavam como poesia para os adolescentes, mas num ritmo novo.

"Johnny B. Goode" continua a ser uma das canções mais conhecidas da música popular americana e até foi selecionada para ser uma das canções de rock representativas, enviadas em 1977 na nave espacial Voyager para um eventual contato com extraterrestres.

Sua carreira foi interrompida em 1961, depois de passar dois anos na prisão. Ele foi condenado por ter empregado uma menor de 14 anos, envolvida com a prostituição. Na adolescência, Berry já tinha sido enviado para reeducação por roubo à mão amada. Após a sua libertação, ele passou por um período difícil, enquanto seus temas clássicos eram retomados por grupos europeus como os Rolling Stones e Os Beatles.

O sucesso retornou nos anos 70, com "My Ding Ling" (1972). De volta aos palcos, ele fez turnês internacionais que renderam muito dinheiro. Mas os problemas com a justiça continuaram e aos poucos Berry foi desaparecendo de cena.

Álbum para a mulher quebra jejum de 38 anos sem lançamentos

No dia 18 de outubro passado, quando completou 90 anos, Berry fez o anúncio surpresa de que lançaria um novo álbum depois de passar 38 anos distante dos estúdios. Ele dedicou o disco à mulher, Themetta 'Toddy' Berry, com quem estava casado há 68 anos.

O álbum, intitulado apenas "Chuck", foi gravado em um estúdio perto de Saint Louis, sua cidade natal. "Querida, eu estou ficando velho! Eu trabalhei por um longo tempo neste disco. Agora eu posso pendurar meus sapatos", disse o cantor. As gravações contaram com a banda que o acompanhou durante décadas nas apresentações no Blueberry Club, em Saint Louis. O cantor usou a guitarra de seu filho Charles Berry Jr.

Chuck Berry fez parte do primeiro grupo de cantores que entrou para o Hall da Fama do Rock, em Cleveland (Ohio), na sua abertura em 1986. Na ocasião, quando Keith Richards recebeu o artista, disse: "Aqui está o homem na origem de tudo isso." RIP.

Com agências internacionais

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