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Exposição destaca a contracultura francesa das décadas de 70 e 80

Exposição destaca a contracultura francesa das décadas de 70 e 80
 
"O Espírito Francês - Contraculturas 1969 a 1989" fica em cartaz na Maison Rouge até o dia 21 de maio. @pierreetgillesmariefrance/http://lamaisonrouge.org

Uma exposição em cartaz no espaço Maison Rouge, em Paris, faz uma retrospectiva dos movimentos artísticos e sociais franceses da geração pós-Maio de 1968. "O Espírito Francês - Contraculturas 1969 a 1989" questiona os valores tradicionais da cultura francesa considerada "oficial" e destaca uma identidade lado B do país - naquela época mais insolente e subversivo.

A mostra, que se divide em 11 percursos, exibe mais de 700 obras e documentos de cerca de 60 artistas, transitando por temas como educação, sexo, política, cultura. A exposição é regada pelo espírito cáustico de uma geração movida a profundas transformações da sociedade e por ícones vanguardistas que incentivavam os franceses a transgredir, como o músico Serge Gainsbourg, o humorista Coluche, a atriz e cantora Marie France, os jornalistas das revistas Hara-Kiri e Charlie Hebdo e os artistas do coletivo Bazooka.

Em entrevista à RFI, o co-curador da exposição, Guillaume Desanges, explica que, a exemplo do clima vanguardista e sarcástico dos anos 70 e 80 na França, o objetivo da mostra é provocar. "A França é um país que mais critica do que celebra. Esse espírito francês que queremos mostrar é mais de destruição que de construção, mais individualista que comunitário, mais negativo que positivo. Com essa exposição, tentamos fazer uma cartografia dessas contraculturas guiadas por esse espírito para tentar mostrar que ele marca presença em algumas práticas", afirma.

Da Marselhesa ao movimento punk francês

Obras que marcaram ícones dissidentes no cinema, música, fotografia, grafismo, além de arquivos audiovisuais, documentos e instalações integram a exposição. A mostra também exibe peças raras como os cadernos do grupo Dziga Vertov, fundado pelos cineastas Jean-Luc Godard e Jean-Pierre Gorin, o manuscrito original da Marselhesa - o hino nacional francês -, de 1792, a instalação de uma guilhotina do artista Michel Journiac e outra instalação criada especialmente para exposição, "O Conto Cruel da Juventude", sobre o movimento punk francês. Os movimentos feminista, LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), e as primeiras gerações de imigrantes árabes da França também ganham destaque nas representações da contracultura na Maison Rouge.

A crítica francesa de arte, Sandra Lévy, acredita que o atual momento, de crescimento da extrema-direita na França, do aumento de conservadorismo e da xenofobia é um bom momento para falar de contracultura, que, segundo ela, está em falta. "Tenho a impressão de que chegamos em um ponto em que, após a transgressão, não há mais nada, apenas negação, o niilismo. Na exposição vemos coisas do passado que ainda fazem parte da nossa realidade hoje, como as desigualdades entre homens e mulheres, o questionamento do direito do aborto… parece que, após todos esses anos, nós regredimos", diz.

Já a espanhola Violeta Janeiro acredita que essa exposição pode estimular o público a reagir. "Diante do momento que estamos vivendo hoje, para mim, é extremamente necessário ter esses movimentos como exemplo. Precisamos de mais ativismo e contracultura e talvez essas duas décadas poderão nos inspirar", afirma.

"O Espírito Francês - Contraculturas 1969 a 1989" fica em cartaz na Maison Rouge até o dia 21 de maio.


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