Ouvir Baixar Podcast
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 19/03 09h30 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 24/03 09h30 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 19/03 09h33 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 24/03 09h36 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 24/03 09h57 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 24/03 15h00 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 24/03 15h06 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 24/03 15h27 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Cultura

O cinema em língua portuguesa é destaque do FESTin, em Lisboa

media Cena do longa "A Floresta das Almas Perdidas", do diretor português José Pedro Lopes Divulgação

O Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa (FESTin) acontece de 1° a 8 de março no tradicional Cinema São Jorge de Lisboa. Com encerramento no Dia Internacional da Mulher, o tema do evento desta 8a edição é o papel da mulher no audiovisual e terá o filme “Elis” no encerramento.

Único festival a se concentrar na produção cinematográfica de países de língua portuguesa, o FESTin deste ano abre com o brasileiro “O outro lado do paraíso”, do diretor André Ristum, adaptado do romance autobiográfico do jornalista e escritor Luiz Fernando Emediato, tendo o golpe de 64 como pano de fundo.

A programação deste ano deixa evidente o domínio brasileiro; dos nove longas em competição concorrem apenas dois filmes portugueses e nenhuma produção africana.

Do lado português, destaca-se a estreia de José Pedro Lopes com “A Floresta das Almas Perdidas”, propondo um gênero não muito explorado, o terror. A outra obra é do diretor Sérgio Graciano, que apresenta “Uma Vida à Espera”, representativo do cinema autoral.

Diversidade temática brasileira

Cena do longa "Big Jato", do diretor pernambucano Cláudio Assis Divulgação

O Brasil terá a presença da atriz e produtora Mariana Ximenes em dois filmes: “Quase Memória”, um trabalho semi-autobiográfico do ícone do Cinema Novo, Ruy Guerra, em que protagoniza com Tony Ramos; e “Prova de Coragem”, de Roberto Gervitz, em que atua com Armando Babaioff; o enredo fala de um homem dividido entre escalar  uma montanha na Terra do Fogo ou ficar ao lado da mulher grávida. Domingos de Oliveira trouxe “BR 716”, com Caio Blat e Pedro Cardoso, em que os personagens estão bêbados durante todo o filme.

O cinema de Pernambuco não poderia deixar de marcar presença com um dos seus maiores expoentes, Claudio Assis e o longa “Big Jato”, um rito de passagem da juventude em prosa e poesia. Abrindo espaço para os estreantes,  o diretor Tião comparece com seu provocador “Animal Político”. Destaque ainda para “Comeback”, abordagem melancólica da Terceira Idade através da visão de um velho ex-pistoleiro, e “Para ter onde Ir”, um road movie pelas paisagens do Pará.

Nos curtas, a presença de Angola e Guiné-Bissau entre os 18 filmes equilibra a competição com Portugal e Brasil. Angola comparece com “Um + Um=Zero”, de Nuno Barreto, e Guiné-Bissau com “Água, um direito para todos”, de Demba Senhá. Entre os brasileiros, “Rosinha”, do brasiliense Gui Campos, uma ode ao amor na velhice.

Documentários: do samba ao fuzilamento

O Brasil também domina a competição dos documentários; da incrível aventura da participação de uma delegação brasileira em uma Olimpíada em Los Angeles em 1932 (“As Incríveis Histórias de um Navio Fantasma”, de André Bonfim), ao questionamento sobre a acessibilidade (“Todos”, de Marilaine Castro da Costa e Alberto Cassol), passando pelo “O Próximo Samba”, de Marcelo Lavandoski. Uma das projeções mais aguardadas é ‘Curumin”, de Marcos Prado, sobre a vida do surfista carioca Marco Archer, executado na Indonésia por tráfico de drogas.

Portugal comparece com dois documentários históricos. "Avô Crocodilo", de Francisco Rosas, sobre a resistência “Maubere”, episódio de revolta contra a invasão da Indonésia em Timor Leste; e “Um Sonho Soberano”, de Gonçalo Portugal Guerra, sobre a história surpreendente de um professor que não sabia que ao comprar um forte perto de Funchal, em 1903, segundo a Carta Régia, se tornaria príncipe.

Margarida Gil homenageada

O papel feminino na história do audiovisual português será abordado através de algumas obras da diretora Margarida Gil. Com uma longa carreira no cinema e na televisão do país, ela terá exibidos alguns dos seus trabalhos mais emblemáticos como “Rosa Negra” (1992), que fez parte da competição no Festival de Locarno, “O Anjo da Guarda” (1998), “Adriana” (2004), “O Fantasma de Novais” (2012) e “Paixão” (2012).

Mesas redondas e debates discutirão a presença e os desafios das mulheres no cinema e no mundo.

FESTinha

Dirigido às crianças entre 7 e 12 anos, o FESTinha deste ano tem uma novidade: passa a ter uma mostra

Cena do curta "Hora do Lanchêêê", em competição no FESTinha Divulgação

competitiva com um júri adulto e um júri infantil. Os três longas são “As Aventuras do Pequeno Colombo”, de animação, de Rodrigo Gavo; “Jaqueline, Missisipi”, dede Anderson Simão; e “Lua em Sagitário”, de Marcia Paraíso.

Entre os curtas, “Asas”, de James Soares e Sophia Soares; “Hora do Lanchêêê", de Claudia Matto; “Ilha das Crianças”, de Zeca Ferreira; “Lipe, Vovô e o Monstro”, de Felippe Steffens e Carlos Marues; “Meninos e Reis”, de Gabriela Romeu – Infâncias e Estúdio Veredas; “Pequenos Animais sem Dono”, de Maju de Paiva; e “O Projeto do Meu Pai”, de Rosaria.

Para o encerramento do festival, no Dia Internacional da Mulher (8), o filme não poderia ser mais adequado: “Elis”, do cineasta Hugo Prata, em presença da atriz principal, Andreia Horta.

Veja o trailer do documentário português "Um Sonho Soberano"

 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.