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Luz e mistério coroam exposição dedicada a Vermeer no Louvre

Luz e mistério coroam exposição dedicada a Vermeer no Louvre
 
"A Leiteira", de Johannes Vermeer, é considerada como "A Monalisa do norte da Europa". Johannes Vermeer - at Google Cultural Institute

O museu do Louvre exibe a partir desta semana, 70 telas de grandes artistas holandeses do século de ouro, entre eles, Rembrandt, Jan Steen, Jan Lievens, Frans van Mieris, Gerard Dou, Pieter de Hooch e, principalmente, Johannes Vermeer. Doze obras deste que também é conhecido como a “Esfinge de Delft” fazem parte da exposição intitulada "Vermeer e os Mestres da Pintura de Gênero", considerada como um dos eventos culturais mais importantes deste ano na França, que demorou cinco anos para ser organizada. Há 50 anos uma mostra das obras do pintor holandês não era realizada no país.

O domínio da técnica de luz e sombra não é apenas o que torna inquestionavelmente belas as cenas as ordinárias do cotidiano da Holanda do século XVII, assinadas por Johannes Vermeer. O pintor ainda agrega a suas obras enigmas que intrigam historiadores, artistas e admiradores há quase quatro séculos.

"É como se cada pintura dele tivesse uma descrição minuciosa da cena retratada. Além disso, ao contrário de outros grandes pintores do mesmo período fora da Holanda, que se dedicam a pintar grandes batalhas, ou a vida de monarcas importantes, Vermeer vai pintar cenas interiores, a intimidade de pessoas desconhecidas, que não pertencem à aristocracia, o que chamamos de pintura de gênero", explica Felipe Martinez, professor de história da arte do Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo.

 

"A Leiteira" é considerada "a Monalisa do norte da Europa"

Um dos exemplos desta pintura intimista e misteriosa é uma das telas mais aclamadas desta exposição no Louvre: "A Leiteira", em que uma mulher aparece preparando um prato com leite e pão. Apelidada de "A Monalisa do norte da Europa", ela passa a ideia que, em uma luz explêndida e com tamanha simplicidade, uma mulher pobre, provavelmente uma empregada doméstica do século XVII, pode ter tanto destaque quanto a realeza, frequentemente tema das pinturas desta época.

"É um ambiente que inspira uma intimidade muito grande, embora seja uma cena prosaica, do cotidiano. É como se esse pequeno ambiente silencioso e intimista nos levasse a uma espécie de microcosmos com uma grande variedade de acontecimentos em um mesmo momento, aliado a uma luminosidade penetrante, de modo muito tênue, quase espiritual", avalia Felipe Martinez.

Os mistérios da Esfinge de Delft

Segundo o curador da exposição, Blaise Ducos, as pinturas de Vermeer utilizam o que chama de "psicologia da superfície". "Permanecer na superfície e rejeitar a profundidade é algo voluntário, para valorizar o retorno sobre si mesmo, o silêncio, a concentração. Essa ambivalência lhe vale o apelido de 'Esfinge de Delft', porque ele também transmite algo de inoportuno, de estranho."

O mistério, aliás, é algo inerente ao artista, inseparável de seu trabalho. Até hoje, apenas cerca de 40 obras são atribuídas ao pintor, embora a autenticidade de algumas delas seja questionada, o que reforça ainda mais a aura de mistério em torno de Vermeer. "Os dados biográficos são poucos, o que é uma frustração permanente. Vermeer faz parte desses artistas sobre os quais se confrontam diferentes histórias decifradas por especialistas. No entanto, a lenda desse artista solitário, sobre o qual não sabemos quase nada, é conjugada à sua arte, que transita nessa atmosfera imprecisa, indeterminada, com várias possibilidades narrativas", afirma Ducos.

Nascido em 1632 na cidade de Delft (daí seu apelido Esfinge de Delft), Vermeer se casou com a aristocrata Catharina Bolnes, com quem teve 15 filhos, a maioria meninas, o que também vai marcar seu trabalho, retratando frequentemente mulheres. Passando por grandes dificuldades financeiras, o pintor era obrigado a pagar as dívidas com suas obras. Morreu pobre, aos 43 anos, e os quadros que restavam à Catharina tiveram que ser obrigatoriamente repassados à cidade em troca de uma pensão. Em sua época, suas pinturas não eram valorizadas, sua assinatura chegou a ser modificada em algumas telas para que fossem vendidas por um preço maior.

Uma história, fictícia, foi filmada pelo diretor Peter Webber para o cinema, com a atriz Scarlett Johansson no papel de Griet e o britânico Colin Firth interpretando Johannes Vermeer. A pintura central do longa, "Moça com o Brinco de Pérola" não faz parte da exposição no Louvre. No entanto, um terço de suas telas é exibida no maior museu parisiense, como "O Geógrafo", "A Carta" e "A Rendeira".

"Vermeer e os Mestres da Pintura de Gênero" fica em cartaz no Museu do Louvre até 22 de maio. Algumas obras seguem para Dublin, e serão expostas na Galeria Nacional da Irlanda, em junho. Em outubro, é a vez da exposição viajar para a Galeria Nacional de Arte de Washington, nos Estados Unidos.


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