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A impertinência absoluta de Oscar Wilde no Petit Palais de Paris

A impertinência absoluta de Oscar Wilde no Petit Palais de Paris
 
Oscar Wilde fotografado em Nova York por Napoleon Sarony em 1882 © Bibliothèque du Congrès, Washington

Pela primeira vez o escritor e dandy irlandês ganha uma exposição na França. A proposta é mostrar o seu percurso, desde que começou como crítico de arte passando por suas peças teatrais e obras literárias, além de sua vida amorosa atribulada que, inclusive, o levou à prisão por dois anos

“Posso resistir a tudo, menos às tentações.”

Esta é uma das muitas frases e citações geniais, irônicas e provocantes do crítico de arte, dramaturgo, romancista e poeta irlandês Oscar Wilde, que continua a fascinar multidões desde o século XIX até hoje. Seu percurso apaixonante, e também atormentado, o levou dos salões mais nobres de Nova York, Paris e Londres a uma cela em uma prisão inglesa por delito de homossexualismo, onde cumpriu uma pena de dois anos de trabalhos forçados.

Apesar de ter morrido em Paris, em 1900, e estar enterrado no cemitério de Père Lachaise, a França nunca o havia homenageado à altura; afinal, Wilde falava francês perfeitamente e era um admirador incondicional da cultura do país. Mas o museu Petit Palais de Paris redimiu essa falta consagrando-lhe uma exposição que aborda as principais etapas de sua vida. Foi o próprio neto de Wilde, Merlin Holland, que procurou o museu para propor a organização da mostra " Oscar Wilde, o impertinente absoluto".

A exposição segue uma linha cronológica como explica o curador conservador do Petit Palais, Dominique Morel: "A exposição é um percurso cronológico, tentamos retraçar os grandes momentos da vida e da obra de Oscar Wilde e nesse percurso inserimos duas sequências temáticas: a primeira, que chamamos Grosvenor Gallery, reúne os quadros que ele viu e comentou em 1877, em Londres, quando essa galeria foi inaugurada como um espaço de vanguarda, que se posicionou como oposta à austera Royal Academy, então apresentamos diversas obras que ele viu e sobre as quais escreveu, e cada quadro é exposto com uma citação de Oscar Wilde".

Fotos de Nova York revelam o Wilde dandy

Um momento forte é a coleção de 20 fotos, portraits, do escritor posando como um Dandy, realizadas nos Estados Unidos pelo fotógrafo Napoleon Sarony, logo após desembarcar no país em 1882. Ele pousou vestido com grande sofisticação, com meias de seda, calça curta, terno de veludo, casaco de pele, os longos cabelos perfeitamente penteados, e essas imagens contribuiram para sua notoriedade imediata, fazendo com que recebesse uma avalanche de convites para conferências.

Mas é o Wilde escritor que centraliza a mostra: "O Oscar Wilde escritor é a nossa ambição, mostrá-lo em toda a sua dimensão e variedade. Começamos pelos manuscritos e exemplares de seus poemas; em geral, temos diversos exemplares de seus livros com capas desenhadas por seus amigos pintores e desenhistas, temos também alguns enriquecidos com dedicatórias. Para nós é muito emocionante apresentar essas dedicatórias que ele fez ao pintor Gustave Moreau ou ao escritor Paul Verlaine... Conseguimos também exemplares de "O Retrato de Dorian Gray", um dedicado à sua esposa Constante, outro ao seu amante, Lorde Alfred Douglas", diz Dominique Morel.

Dois vídeos marcantes completam a exposição, um com o neto de Wilde, e o outro, impressionante, traz o ex-ministro da Justiça francês, Robert Badinter, responsável pela abolição da pena de morte no país. Badinter publicou a peça de teatro C33, número da cela de Oscar Wilde na prisão de Reading, em que retraça o processo e a prisão injusta do escritor, em condições terríveis.

Sucesso de público, a mostra surpreende e revela facetas desconhecidas do elegante provocador, como disse William Y., um americano que visitou a mostra: "Fiquei surpreso, conhecia Oscar Wilde como dramaturgo, mas não tinha ideia de que ele tinha essa relação com a arte visual, a pintura, obras relacionadas ao que ele era, um bon vivant, mas o que realmente me surpreendeu na exposição foi o seu lado obscuro, foi interessante descobrir como ele era sombrio também... Senti isso no clima sugerido pelas coisas que ele gostava, o quadro de Salomé, seus escritos... bem mais obscuro do que eu poderia imaginar", observa o visitante.

A exposição" Oscar Wilde, o Impertinente absoluto" pode ser vista até 15 de janeiro de 2017, no museu Petit Palais, em Paris.

E para terminar, uma de suas citações: “Nunca deixe de perdoar seus inimigos, nada os aborrece tanto”

 


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