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Cultura

Exposição em Paris destaca luta de Frans Krajcberg pela Amazônia

media Cartaz da exposição "Frans Krajcberg - Um Artista em Resistência", em cartaz no Museu do Homem até setembro de 2017. RFI

O programa deste semestre do Museu do Homem, em Paris, conta com obras de um ilustre convidado: Frans Krajcberg. De origem polonesa, mas naturalizado brasileiro, o artista plástico dedicou seu trabalho pela defesa do meio ambiente, com um engajamento especial para a luta contra a destruição da Floresta Amazônica. Uma parte desse manifesto pela natureza e os povos indígenas pode ser conferido gratuitamente no local até o próximo ano.

O Museu do Homem inaugurou nesta quinta-feira (13) a programação deste semestre, intitulada de "Pegadas: Um Encontro com a Humanidade", que tem um acento na defesa do meio ambiente. Dentro da temática, a exposição "Tribos do Mundo", exibe imagens de povos indígenas clicadas pela jornalista Anne de Vandière. O grande destaque, no entanto, é para a mostra "Frans Krajcberg - Um Artista em Resistência", que exibe esculturas, fotografias e pinturas de uma das principais personalidades engajadas na luta contra a destruição da Floresta Amazônica.

O percurso é o conjunto da atuação de Krajcberg como homem, artista e militante - uma forma de apresentar todas as dimensões de sua obra ao público. No total, mais de vinte obras do polonês naturalizado brasileiro são expostas, originárias de coleções privadas e de instituições culturais, como o próprio Espaço Krajcberg, na capital francesa.

Mais de 40 anos de defesa do meio ambiente pela arte

Fruto de mais de 40 anos de trabalho, esculturas, pinturas e fotografias são a mostra de uma luta que continua até hoje pelo artista, aos 96 anos. Em busca da sensibilização do público, Krajcberg explora restos vegetais, dando a eles uma nova vida, mas sem esconder o sofrimento da natureza.

Uma de suas obras mais expressivas no percurso, intitulada de "Revolta", é uma escultura de 2,5 m realizada com o fragmento de um tronco queimado. "Esse trabalho mostra a recuperação de uma árvore morta para uma monumental escultura, que brinca com nosso imaginário e expressa o sentimento deste homem que se define como um revoltado com as injustiças contra a natureza", explica Claude Mollard, presidente da associação dos Amigos de Frans Krajcberg.

"Krajcberg entrou para a história da arte com essa forma muito particular que tem de recuperar fragmentos da natureza ameaçada pelo homem, que ele presenciou especialmente na Amazônia. É isso o que lhe torna uma figura emblemática: ele utiliza suas armas, como artista, para protestar e criticar o sistema que permite a destruição do meio ambiente e dos povos indígenas", diz.

Mollard acredita que o percurso Krajcberg proposto pelo Museu do Homem contribui para a sensibilização do público francês para a causa. "Este já é um combate internacional e que diz respeito a todos. O público francês, em especial, se mostra disposto a se engajar. Percebemos isso, em especial, pelo número de pessoas que recebemos no Espaço Krajcberg. Com este percurso em particular esperamos mobilizar ainda mais as pessoas na França", salienta.

Em cartaz até 2017

O percurso "Frans Krajcberg - Um Artista em Resistência" fica em cartaz até 18 de setembro de 2017 no Museu do Homem (17, Praça do Trocadéro, 16° distrito de Paris), com entrada gratuita. Já a exposição "Tribos do Mundo" pode ser visitada até dia 2 de janeiro. O espaço também conta com exposições permanentes e outras atividades culturais que podem ser consultadas no site da instituição.

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