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Cultura

Diretora carioca Christiane Jatahy prepara peça para Comédie-Française

media "A Floresta que Anda", peça de Christiane Jatahy, em cartaz em Paris. Patricia Moribe

Dramaturga celebrada na França, a carioca Christiane Jatahy vai ser a primeira brasileira a dirigir uma peça na conceituada Comédie-Française, de Paris. Ela está preparando uma versão para o palco do clássico do cinema francês “A Regra do Jogo” (1939), de Jean Renoir.

A artista é destaque em página inteira do caderno de Cultura do jornal Le Monde deste final de semana, com a manchete: “Christiane Jatahy, o teatro e seu tormento”. Sua leitura de “A Regra do Jogo” entra na temporada de 2017 na sala Richelieu da emblemática Comédie-Française, instituição de prestígio fundada em 1680 por Luís 14 em homenagem ao ator e dramaturgo Molière (1622-1673).

Atualmente ela está em cartaz no espaço 104, em Paris, com “A Floresta que Anda”, inspirada em "Macbeth", de Shakespeare. É a terceira peça que a brasileira apresenta em apenas três anos em Paris, fechando uma trilogia que começou com “Júlia”, baseada em “Senhorita Júlia”, de Strindberg, e teve sequência com “E Se Elas Fossem Para Moscou?”, em cima do texto de Tchekov, “As Três Irmãs”.

Em entrevista exclusiva à RFI Brasil, Christiane conta que esses três textos – de Shakespeare, Strindberg e Tchekov – são fundamentais em sua trajetória pessoal. “Foi uma trilogia casual”, diz. Mas ela explica que elas têm em comum algumas questões recorrentes, que lhe são caras, como o viés político e a possibilidade de fazer um trabalho de teatro e vídeo ao mesmo tempo.

Christiane Jatahy diz refletir muito sobre “linhas de fronteira” e como chegar a “novos territórios”. Nas peças da artista, o espectador vê um filme em plena realização. Em “A Floresta Que Anda”, o público também é protagonista, sendo filmado sem perceber e fazendo parte do produto final.

Para Le Monde, a produção na Comédie-Française é uma “consagração admirável para essa incrível morena de 47 anos, que era uma desconhecida na França há apenas três anos”. O apoio francês, lembra o jornal, veio desde o início através do 104, dirigido pelo franco-português Manuel Gonçalves. Hoje Christiane Jatahy é artista associada tanto do 104, quanto do Théâtre Odéon, outra instituição de renome dos palcos franceses.

 

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