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Exposição em Paris une orquestra de animais e arte contemporânea

Exposição em Paris une orquestra de animais e arte contemporânea
 
Cartaz da exposição do 2 de julho até 8 de janeiro de 2017 fondation.cartier.com

A Fundação Cartier de Paris organizou uma mostra especial – A Grande Orquestra dos Animais - para divulgar o trabalho do músico americano Bernie Krause, que percorre o mundo há mais de 40 anos gravando sons da natureza, na terra ou no mar, incluindo a floresta amazônica brasileira. O repertório de Krause tem cinco mil horas.

Para destacar a importância do trabalho do músico e especialista em bioacústica - ciência multidisciplinar que combina biologia e acústica - , a instituição francesa convidou artistas de renome para mergulhar e interagir na experiência sensorial, além de ser um alerta sobre a beleza e a fragilidade do meio ambiente.

O curador Thomas Delamarre explica:

“O trabalho de Bernie Krause é ao mesmo tempo estético e cientifico, mas para nós o desafio era transformar isso em uma experiência sensorial e estética. As obras não são exatamente uma ilustração para os sons de Krause, mas digamos que o trabalho dele e a ideia de uma grande orquestra animal foi uma fonte de inspiração para toda a exposição, inclusive para a parte mais visual. As obras alternam essa ideia de grande orquestra e coexistência de espécies, incluindo a coabitação entre homens e animais”.

Brasileira Adriana Varejão colabora com mural de pássaros

Mural "Passarinhos", de Adriana Varejão.

Logo na entrada do prédio, projetado pelo arquiteto francês Jean Nouvel, está uma murada de cerâmica da brasileira Adriana Varejão, decorada com pássaros da Amazônia. Numa das salas, um gigantesco afresco do chinês Cai Guo-Qiang lembra animais rupestres. Um vídeo mostra o processo de criação, um espetáculo em si: o artista usou pólvora pirotécnica para o desenho e depois tacou fogo.

Em outro espaço, pesquisadores do laboratório de Ornitologia da Universidade Cornell apresentam vídeos de pássaros exóticos que se transformam para seduzir a fêmea. Fotos do japonês Manabu Miyazaki revelam a vida de animais selvagens no arquipélago nipônico.

Numa sala-instalação toda revestida de preto, o coletivo inglês United Visual Artists propõe uma tradução visual em três dimensões das paisagens sonoras de Bernie Krause. O público se instala à vontade no espaço atapetado e viaja ao som da paisagem da África, dos Estados Unidos, da floresta amazônica brasileira, dos oceanos.

Coleta de sons começou em 1971, na comunidade Nez Percé

Em filme dirigido por Raymond Depardon e Claudine Nougaret, Bernie Krause fala sobre seu trabalho. Em 1971, ele trabalhava no álbum All Good Men, quando resolveu incorporar sons de americanos nativos. Krause entrou em contato com a comunidade Nez Percé, que até então nunca tinha tido seus relatos e sons registrados. E foi lá, com os mais velhos, que ele aprendeu a escutar a natureza.

Bernie Krause:

“Foi a primeira vez que ouvi um som natural que me fez refletir que talvez a música pudesse ir além do que imaginávamos até então. Quando fui à África, tarde da noite fiquei ouvindo o som ambiente – tinha insetos, pássaros, mamíferos, sapos. Eles estavam vocalizando todos ao mesmo tempo. Era como se eles estivessem procurando cada um a sua faixa. Quando voltei para casa, comecei a analisar os sons em um espectograma – ou seja, a ilustração gráfica dos sons. Parecia exatamente uma partitura. Não só em relação ao tempo, mas também à frequência. Foi aí que vi que tínhamos uma conexão com os animais em termos de desenvolvimento musical”.

Mostra também traz Ryuichi Sakamoto e Agnès Varda

Outra parte da exposição chama-se Plankton, as origens do vivo, a partir de fotografias de Christian Sardet, diretor do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS), da França. A música é do japonês Ryuichi Sakamoto, cujo álbum será lançado em agosto.

No jardim da Fundação Cartier, a cineasta francesa Agnès Varda criou uma instalação em homenagem aos espíritos dos animais de companhia, inspirada em sua falecida gata Zgougou. A mostra também tem um site especial para explicar os sons e estender a experiência sensorial, feito uma viagem, uma meditação.

A mostra “Grande Orquestra dos Animais” fica em cartaz na Fundação Cartier, em Paris, até 8 de janeiro de 2017.

Veja abaixo algumas imagens da exposição:

 


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