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Cultura

Mais de mil companhias de teatro disputam o público no Festival de Avignon

media Companhia Pangar com cartazes da peça "Les Cocons" durante o desfile de abertura do Festival d'Avignon escoconsciepangar

O célebre festival de teatro do sul da França tem duas facetas: uma programação de vanguarda, essencialmente europeia e em grande parte subsidiada por fundos públicos, e uma vasta oferta de companhias independentes que se autofinanciam para conquistar um lugar ao sol nessa vitrine do teatro, que atrai anualmente centenas de programadores. A safra 2016 do Festival Avignon Off conta com 1416 espetáculos encenados em 123 locais diferentes para um público estimado em 1,3 milhão de pessoas.

Após o grande desfile de abertura na quarta-feira (6) das companhias que fazem parte desse circuito paralelo, a “briga” pelos espectadores se inicia para valer nesta quinta-feira (7) com a maratona de espetáculos das 10h da manhã até às 2h da madrugada. E isso ocorre há 50 anos, quando começou o Avignon Off, 20 anos depois que o famoso ator francês Jean Vilar inaugurou o emblemático festival nessa cidade medieval.

Ecletismo

A oferta teatral é vasta: muitas montagens de textos clássicos, criações contemporâneas, além de monólogos, comédias musicais, espetáculos de dança e circenses. E nem sempre é fácil identificar os espetáculos com real vocação artística das comédias puramente comerciais. Mas o público fiel do festival já conhece os teatros e as companhias que propõem peças mais inovadoras.

Além dos textos teatrais clássicos e universais de Molière ou Shakespeare, ou comédias musicais consagradas de Bertolt Brecht, sempre presentes no festival, este ano as adaptações de obras literárias têm uma presença marcante na “programação off”. “O Estrangeiro”, de Albert Camus, “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde, “Madame Bovary”, de Flaubert ou “24 Horas na Vida de um Mulher", de Stefan Zweig, são algumas das obras que ganham uma versão teatral.

Trupe turca aborda a questão do terrorismo

No que se refere à presença internacional, a programação de Avignon Off é dominada por países europeus, como Bélgica, Suíça ou Itália. Nos últimos anos, porém, a presença asiática é notória: oito companhias da Coreia do Sul, cinco de Taiwan e três do Japão figuram esse ano.

Pela primeira vez nos últimos 40 anos, Avignon apresenta uma peça em turco, com legendas em francês. O espetáculo intitulado “Les Cocons” é uma peça contemporânea da companhia Pangar de Istambul, criada pela célebre atriz Demet Evgar. Em entrevista à RFI durante o grande desfile que inaugurou o Avignon Off, a produtora do espetáculo, Gröknur Gründogan, explicou que Evgar é uma espécie de “Marion Cotillard turca”, uma estrela em seu pais.

“Les Cocons” fala de um tema que interessa a todos atualmente: o terrorismo. “Bruxelas, Ancara, Istambul ou Paris, nós todos estamos ligados pela mesma inquietude em relação aos atentados" – afirma Gröknur, que resume a peça: "são três mulheres que tentam fugir do mundo e se fechar em suas casas para se proteger da violência. Mas, quando tentamos nos fechar em uma espécie de crisálida, nós não saímos como borboletas e sim como monstros”.

A companhia turca não conta com nenhum tipo de subsídio e reuniu recursos próprios para apresentar o espetáculo em Avignon e trazer para esse festival uma equipe de 17 pessoas. “Avignon é algo mágico, esse festival é muito conhecido na Turquia e é uma honra para nós estar aqui”- conclui a produtora.

 

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