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Cultura

Festa da Música na França tem ritmo brasileiro

media A Festa Música conta com milhares de shows pelo país Divulgação

A Festa da Música acontece hoje na França, e marca o início do verão no hemisfério norte. É um dia que já virou tradição, após 35 anos da criação pelo então ministro da Cultura francês Jack Lang. É uma grande manifestação popular, gratuita e dedicada a músicos profissionais e amadores, que busca colocar em valor todos os estilos musicais.

Sarah Bazin, colaboração para a RFI

As apresentações acontecem em todos os cantos da França, e ano passado chegou a alcançar 120 países que também comemoram o dia da música. Em Paris ela é celebrada com muito clamor. Os artistas podem se apresentar em palcos, em praças públicas ou até mesmo de suas próprias varandas, colocando um som para quem está na calçada ouvir. É muito democrático, e um dos únicos dias no ano em que se tolera música alta em espaço público, depois do horário de silêncio, às 22h.

Esse é o momento propício para quem quer mostrar o seu trabalho para um grande número de pessoas, e para o público serpentear por vários tipos de música e criar um verdadeiro furor popular que normalmente não acontece em outros dias do ano. E a música brasileira é um estilo que faz muito sucesso com o público europeu, e tem alguns grupos representando o gênero na capital francesa.

De cidade fechada e intimista ao Carnaval

Yure Romão, brasileiro, vocalista e violonista no grupo de samba Os Banzantes, diz que esse é um dia único na cidade. “Eu conheci a festa por acaso em 2009, quando estava em Paris para um festival.

Grupo de musica popular brasileira "Os Banzantes" Ordem na foto: Yure Romao, Seb Pacreau, Hatyla Gabriel (em cima) Derico da Purificaçao e Olivier Miqueu (Hoje o grupo terá participação especial de Manuel Romana nas percusões. Divulgação

Quando saímos na rua só víamos bandas surgindo por todos os cantos, pessoas dançando, correndo cantando, uma loucura, e eu achei um barato... Mas depois eu vim morar aqui e vi como a cidade é diferente no dia a dia, apesar de ser muito bonita ela pode ser bem fechada e intimista, e esse é um dia em que eu sinto que existe uma humanização maior da cidade, ela fica viva”, disse.

Ele se apresenta com Os Banzantes, composto por Seb Pacreau, Derico da Purificaçao e Hatyla Gabrie, no bar Les Ecuries, e o evento nas redes sociais já tem mais de 1.200 pessoas confirmadas e cinco mil interessados. O grupo quer tocar na rua, para dar um clima de roda de samba brasileira autêntica, mas a meteorologia parisiense não parece ajudar muito os músicos esse ano. A previsão é de tempo chuvoso o dia inteiro. Mas Yure não se desanima, ele pensa em colocar uma tenda na rua para manter a animação, e também quer ir em outras apresentações antes da sua, que acontece às 20h.

Grupo de Batucada criado por franceses

Mas nem só de brasileiros vive a música brasileira. O Yolande do Brasil, um grupo de batucada, foi criado há dez anos por um grupo de amigos franceses que se identificaram com o estilo musical e decidiram montar seu próprio conjunto. Formado principalmente por franceses e outros europeus, Yolande do Brasil se tornou uma associação que atrai pessoas interessadas em se iniciar na percussão. Hoje eles têm mais de 70 alunos, e a Festa da Música é um dos únicos momentos do ano em que os principiantes podem se apresentar junto com os avançados.

Grupo Yolande do Brasil, batucada brasileira liderada por franceses. @Guillaume Turlure

“A Festa da Música é realmente uma de nossas maiores apresentações, é a última apresentação do ano e quando nossos novatos passam para o nível superior, isso é uma verdadeira festa. Costumamos trazer convidados para tocar também. Esse ano é uma fanfarra francesa que vai participar com a gente e um outro grupo de batucada, com isso atraímos um bom público além do nosso público fiel local que vem todos os anos”, diz Bounlith Sirivong, um dos mestres da batucada Yolande do Brasil.

Apesar do gênero musical vir do Brasil, apenas um brasileiro compõe a bateria de Yolande. Davi Juca, percursionista no grupo e assistente de produção em uma associação de circo em Paris, diz que essa “é a batucada menos brasileira de Paris”.

“Em uma festa no Dia do Trabalhador, há uns sete anos, eu vi essa batucada passando na minha frente e achei super legal, eu que nunca tinha me interessado muito pelo estilo quando morava no Brasil, e decidi me inscrever e estou até hoje com eles”, diz Davi. “Foi uma fase de reencontro com a cultura brasileira a partir dos franceses, o que foi muito legal”.

Yann Hermet, francês e percursionista no grupo Yolande do Brasil, diz que o que o atrai na batucada é o fato de poder tocar com muitas pessoas de vivências diferentes, em um espaço muito democrático. “Somos pessoas que não teriam necessariamente tomado a iniciativa de tocar um instrumento, mas pela facilidade do estilo todos podem ser músicos. Estar junto com outras pessoas, em um coletivo, tocando uma música que dá vontade de mexer o esqueleto é o que me dá prazer”, completa.

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